Uma velha cabana abandonada. De fato era uma velha cabana abandonada aos cuidados de um desconhecido onde estavam descansando Punidor e Ton . Cinzas ainda quentes do que parecia ser uma fogueira na lareira bem na parede à direita da porta de entrada, um belo banco de madeira meio desgastada estava à frente da lareira, e logo ao lado do bando estava a cama onde ainda descansava Ton. Punidor estava deitado em um carpete entre o banco e a lareira, e acordara com os raios de sol que passava pela fina cortina da janela ao lado da cama e reincidia bem em seu rosto. Max permanecia sentado no banco esperando-os levantar.
-Foi uma bela queda heim. Sorte de vocês eu ter achado essa cabana e pouco à frente ter achado vocês, os deuses devem estar ao seu lado. O que estavam fazendo para cair dessa altura?
-Apenas uma batalha em um momento inoportuno, nada demais.
Responde Punidor sendo o mais breve possível enquanto se levanta. Porém as dores em seu corpo não o permitem nada além de sentar-se.
-Whoa! Nada de movimentos bruscos, não percebe a situação em que esta? Você estava protegendo esse garoto, e isso lhe custou ainda mais ferimentos. Descanse por hoje, fique na cabana, logo partirei de qualquer forma.
Diz Max impedindo Punidor de levantar-se.
Sem falar uma palavra, o bravo guerreiro de armadura branca ignora suas dores e o conselho de Max e vai olhar a situação de Ton.
-Você é bem teimoso para um homem que esteve pra morrer. Me parece o tipo de homem que morre jovem, ainda mais tendo que proteger esse garoto. Ainda não sei seu nome guerreiro, mas tenho certeza que o fogo na serra e as explosões ocorridas nas proximidades da estrada das montanhas tem haver com esse tombo de vocês.
-Se quiser me chamar por algum nome, me chame Punidor Sagrado!
-Bem. Agora que vejo que pode se virar, o deixarei em paz e seguirei meu caminho. Então acho que isso é um provável adeus.
Diz Max e logo após deixa a cabana.
Pouco depois, Punidor se sente apto a olhar o ambiente ao redor da cabana e ao sair uma figura conhecida reaparece na copa de uma das árvores.
-Olha só se não é meu amigo camarada imortal Gilbert.
-Como me encontrou aqui Drew? O que quer?
-É assim que você trata seus bons amigos e camaradas como eu? Estou pasmo. ÓH! Não me admira aquele jovem não querer ficar junto de você.
-Ora cale-se.
-Esta vendo? Você não me ama mais?
Diz Drew sendo totalmente sarcástico.
-Eu sabia. Você só me usou seu cafajeste! Quero minha honra de volta! HAHAHAHAHA Ponha um sorriso nessa sua cara, afinal, você esta perdido. HAHAHAHAHA
Mesmo odiando ter que admitir, Punidor constata. Drew esta certo.
-O que seria de você sem mim? ÓH GRANDE E PODEROSO PALADINO DOS INDEFESOS! Sorte a sua aquele... É... Hum... Max né? É esse o nome dele? Ah é esse mesmo! MAX! Mas como estava dizendo, sorte a sua ele ter te encontrado semimorto. Mas é comum de você estar sempre semimorto. HAHAHAHA
-Já disse. CALE-SE!
Diz Punidor empunhando sua espada e a apontando para a àrvore.
-Não nobre cavaleiro. Definitivamente não é assim que se trata os amigos. Mas para provar que sou seu único e verdadeiro amigo que lhe quer muito bem do fundo do coração, vou te perguntar. Achou interessante também a tatuagem daquele rapaz?
-Sim. Mas não identifiquei ao certo. Parecia-me um Dragão.
-Mas olha só. Você não é de todo burro. Era um dragão sim. E acho que ele vem do leste. Mas me pergunto o por que da cicatriz encima do lindo desenho no peito daquele rapaz. Tanto trabalho para nada não acha? Desenhar aquele animal grande e imponente e depois uma cicatriz bem no local do desenho. Coitadinho... Deve ter sofrido tanto.
Diz Drew com uma expressão irônica de tristeza.
-Acho melhor voltar pra cabana oh grande Paladino dos pobres garotinhos órfãos. Não se preocupe, continuarei de olho na estrada e em você.
Então Punidor atende ao conselho de Drew e volta à cabana para esperar por Ton.
Pouco mais de uma hora se passou até que Ton acordasse. Sua expressão era de abatimento e decepção. Sentado na cama o garoto cerra seus punhos com muita força, sua face agora transmite dor e agonia, porém pode-se notar que ele não sente dor física.
-Não serei inútil novamente! Não me permito novamente ser um fardo! Como vingarei meu pai sendo tão fraco?
E uma lágrima cai de seu rosto molhando o cobertor cinza mofado que o cobria. E então ele olha para Punidor e diz:
-NUNCA MAIS ME SALVE ESTÁ OUVINDO? EU SEREI O PROXIMO A TE SALVAR! ESTA ESCUTANDO? EU NUNCA MAIS DEPENDEREI DE VOCÊ! EU VOU SUPERAR VOCÊ!
E com voz serena e calma Punidor responde.
-Não gaste energia com palavras tolas. Concentre-se em nossa situação atual já que perdemos nosso referencial e estamos perdidos. Arrume suas coisas, vamos partir o quanto antes e procurar os outros.
Foi então que Punidor lembrou-se ter visto um porta-mapa nas costas de Max ao vê-lo saindo. E ambos saem pela estrada estreita cercada por mata e sombreada pela copa das árvores.
Não muito se passou e logo avistaram uma praia. O sol brilhava forte e intenso agora, diferentemente da pequena estrada fresca e úmida. A areia amarela esbranquiçada quase queimava os pés de Punidor e Ton. O mar azul semitransparente convidava a um mergulho refrescante enquanto o vento fazia balançar alguns poucos coqueiros ali presentes, fazendo-os parecer dançar ao ritmo de cada onda do mar que se aproximava. Na extremidade norte da praia, podia-se observar um grande penhasco que delimitava o fim da praia. Bem ao longe podia-se ver um navio. Provavelmente o navio de Capitão Allandarus citado antes por Kazlu.
Não muito distantes dali, depois de caminhar poucos metros na direção que imaginavam ser a correta, puderam ver uma pequena caverna. Essa caverna seria perfeita para um descanso após algumas horas de caminhada. Coincidentemente, lá estava Max, deitado à sombra após aparentemente ter degustado um bom assado de peixe.
Ton pôde observar que ainda tinha sobrado do peixe que Max comera. Então ele se aproxima e pergunta:
-Senhor, esse peixe é seu?
-Ora ora, se não é o moleque do qual salvei a vida. E sim! Esse peixe é meu.
Responde Max sarcasticamente.
-Não me chame de moleque!
-Mas é o que você é. Um moleque que precisa ser salvo e alimentado pelos outros. E por piedade a você deixarei comer um poço de meu saboroso peixe.
Claramente irritado Ton empunha seu machado que estava pendurado em suas costas e quando ameaça golpear Max, Punidor interfere segurando a mão do garoto e diz:
-Só estamos interessados em seu mapa!
Max ao observar o estado crítico de Punidor devido seus ferimentos recente e longa caminhada. Não teve dúvidas ao lançar um desafio.
-Não entregarei meu mapa de graça. E já faz tempo que eu não tenho uma boa diversão. Então faremos o seguinte. Vença-me em uma luta que te darei meu mapa.
Punidor empunha sua espada e diz:
-Está decidido!
Então saem da agradável caverna e se posicionam em uma pedra na encosta de um penhasco ao fim da praia. A pedra é oval e possui um chão largo e inclinado, superfície lisa e úmida e com as ondas chocando-se a uma das extremidades, ideal para uma luta amistosa. Então os guerreiros empunham suas espadas e cruzam uma com a outra.
-As regras são fáceis. Lutaremos até um de nós desistir ou até um de nós cair na areia da praia ou no mar perderá. Se eu vencer quero sua espada, se eu perder entrego meu mapa.
-Que seja. Não vou perder.
Diz Punidor com total convicção.
Eis que a luta começa. Max toma a iniciativa da luta com tudo o que pode, golpes poderosos e seguidos nas diagonais direita e esquerda alternados enquanto Punidor tenta se defender com seu escudo, porém mal consegue ficar em pé devido seus ferimentos devido a queda, exaustão pela viagem e fome. Ao perceber que esta prestes a cair, Punidor solta seu pesado escudo e consegue bloquear um fortíssimo golpe vertical que provavelmente definiria a luta.
Nesse momento Ton se cansa de assistir ao massacre de um homem habilidoso contra um totalmente em desvantagem que mal consegue empunhar sua espada. Um olhar odioso toma conta totalmente de seu rosto, empunha seu machado com tanta força que parece entortar o cabo firme de madeira maciça, range seus dentes ferozmente. Lembra-se agora de suas palavras de outrora e com toda sua convicção e energia de juventude ele diz:
-Não ficarei olhando apenas! ESSA BATALHA É MINHA!
E após tais palavras, salta para cima da pedra, se posiciona entre Punidor e Max, e pergunta:
-Esta esperando o que para começar? Farei você engolir suas palavras ao me chamar de moleque!
Então Punidor pega seu escudo, desce da pedra e se põe a observar a luta que estará prestes a começar.
-Gilbert. Olhe e aprenda como subjugar idiotas como este.
Fala Ton tirando sarro com a cara de Punidor.
-Cale a boca e vamos lutar moleque!
Blog dedicado à história "Drew" Criada por: Alan Carlos Dellalibera (Drovan Dreamless Simple Genuine) Espero que gostem =P
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Capítulo 8: Um dia frio.
Era uma suave e nublada manha de inverno, temperatura baixa o bastante para tornar as pontas dos dedos dormentes e a ponta do nariz avermelhada. Dali de cima podia ser ouvido com nitidez o assovio do vento quando se choca com a muralha de pedras daquele penhasco, o mar agredia as pedras violentamente, de forma a fazer ouvir sua fúria de muito longe. Mas nada disso fazia aquele jovem garoto de agora 15 anos parar de olhar para o horizonte como quem procura achar as respostas para sua existência, sim, aquele mesmo garoto de cabelos loiros e olhos verdes, mas agora, mais forte, mais ágil, e já parecia ter um ideal, não mais tímido ou com olhar confuso. E naquela atmosfera tênue e solitária, uma jovem garota aparece correndo na direção do garoto, luvas de lã, botas de couro acompanham seu lindo vestido azul com bordados brancos que davam um lindo destaque para seus cabelos pretos e pele clara, o nariz vermelho pelo frio, e um lindo sorriso capaz de aquecer a maior geleira que se possa existir.
-Desculpe a demora. Fizeram-me ensaiar a peça que irei apresentar para comemorar os bons frutos desse ano que esta para terminar.
E após alguns segundos de silêncio, o garoto pergunta:
-Lilih, por que você não é igual aos outros? 3 anos atrás você apareceu, sentou, eu te evitei, pedi pra ir embora mas você continuou aqui, quieta como disse que iria ficar, e dividimos toda uma tarde ensolarada. Por que você ainda aparece aqui? Por que você se importa?
E dessa vez foi a garota que fez silêncio, e após alguns um minuto aproximadamente, ela abraça o garoto que esta sentado na beira do penhasco e com um lindo sorriso e seus olhos negros e reluzentes ela diz:
-Seu nariz esta vermelho! HIHIHI
E pela primeira vez, o garoto da o lugar de sua seriedade para a timidez e fica sem graça. Porém, logo depois ele diz:
-Estou cansado de tudo e todos, de seus mundos hipócritas e tradições convenientes. Tenho vontade de acabar com todo esse veneno que me circunda, utilizando dessa raiva que foi criada em mim através dos anos. Mas você... Não consigo sentir raiva de você, não consigo entender o porquê você é diferente.
Nesse momento o garoto retira um frasco de tinta de seu bolso, e deixa uma gota cair sobre o chão coberto de neve e diz enquanto aponta para o pingado de tinta no chão de neve.
-Pode ver? O pingo de tinta sou eu.
Então Lilih tira o frasco tinta de sua mão e faz outro pingo ao lado e diz:
-E esse sou eu.
E enquanto os jovens conversavam, concentrados, não puderam perceber que um homem se aproximava. E este mesmo homem interrompe a conversa e diz:
-Bem que essas gotas poderiam ser de sangue. Talvez o significado fosse mais intenso não acham?
Um homem grande e forte se apresenta. Cabelos acinzentados curtos, pele branca escurecida por causa do sol que provavelmente o castigou ao longo dos anos, seu semblante estava calmo, e um leve sorriso se esboçava no rosto do homem que, apesar da aparência, era mais novo do que parecia. Usava uma armadura negra com detalhes dourados, em sua capa dourada, podia-se ver uma flor de pétalas negras e miolo roxo. Percebia-se uma bainha negra que escondia uma espada longa de punho negro metálico.
-Sou Sodoreon. E você é...
Antes que o homem pudesse terminar sua frase, o garoto o interrompe:
-Não é da sua conta! Você não deveria estar aqui.
-Você é muito agressivo moleque, eu gosto disso, gosto desse ódio em seu olhar, me faz querer fazer de você meu discípulo, você certamente tem potencial. Eu sei quem você é garoto, e sei o porquê de seu ódio. Junte-se a mim, e talvez de seu sangue nasça uma flor como quando seu sangue for derramado.
-Meu sangue não será derramado em um campo de batalha!
-Você tem fibra garoto, e tem tudo o que eu quero em um aprendiz. Sei que seu aniversario esta próximo, fará 16 anos, e assim, estará livre para decidir seu próprio destino. Então nos veremos, em exatas duas semanas, no dia de seu aniversario, para você decidir se usa essa raiva a seu favor e conquista o mundo ao meu lado ou se vive uma vida miserável a qual sabe que esta condenado. A escolha é sua!
Então o homem vira as costas e caminha até sumir no horizonte.
Só então o garoto percebe que Lilih estava pasma e assustada com as palavras de Sodoreon.
-Vo... cê não vai... ouvir o que esse homem disse não é?
-Como ele disse, não quero ser condenado a uma vida miserável junto daqueles que todos os dias desejo ver a cabeça rolar. Quero ser aquele que pune, aquele que dita as regras e condena. Aquele o qual os miseráveis temam ao ouvir o nome, aquele que causa a destruição. Aquele que trará um novo começo, para que pessoas como eu e você tenham um novo final.
-Mas... Mas...
-Vamos embora. Já vai anoitecer Lilih, eu te deixo em sua casa.
E então Lilih desfaz o semblante de preocupada e novamente coloca o sorriso rotineiro em seu rosto, mesmo sentindo que algo ruim pode acontecer.
-Sabe de uma coisa Lilih? Eu me pergunto se você sorri para todos ou somente quando esta comigo.
________________________X_________________________
Punidor sente alguns tapas em seu rosto e então acorda.
-Ei... ei... Acorde.
Diz o rapaz que acorda Punidor. Trajando um sobretudo preto sem manga, cabelos vermelhos e curtos semelhantes à fogueira da lareira da cabana, barba vermelha por fazer, olhos castanhos, calças pretas, e com uma tatuagem no peito que Punidor não pode identificar por não vê-la completamente.
-Você levou uma queda feia com aquele garoto. Pergunto-me o que estavam fazendo para cair dessa serra, mas com certeza deve ter haver com os fortes estrondos de ontem. Sorte a sua eu ter encontrado vocês dois próximos à estrada da floresta que vai para o mar.
E antes que Punidor pudesse perguntar onde estava Ton, o jovem homem fala.
-Muito prazer, me chamo Max Zagine.
-Desculpe a demora. Fizeram-me ensaiar a peça que irei apresentar para comemorar os bons frutos desse ano que esta para terminar.
E após alguns segundos de silêncio, o garoto pergunta:
-Lilih, por que você não é igual aos outros? 3 anos atrás você apareceu, sentou, eu te evitei, pedi pra ir embora mas você continuou aqui, quieta como disse que iria ficar, e dividimos toda uma tarde ensolarada. Por que você ainda aparece aqui? Por que você se importa?
E dessa vez foi a garota que fez silêncio, e após alguns um minuto aproximadamente, ela abraça o garoto que esta sentado na beira do penhasco e com um lindo sorriso e seus olhos negros e reluzentes ela diz:
-Seu nariz esta vermelho! HIHIHI
E pela primeira vez, o garoto da o lugar de sua seriedade para a timidez e fica sem graça. Porém, logo depois ele diz:
-Estou cansado de tudo e todos, de seus mundos hipócritas e tradições convenientes. Tenho vontade de acabar com todo esse veneno que me circunda, utilizando dessa raiva que foi criada em mim através dos anos. Mas você... Não consigo sentir raiva de você, não consigo entender o porquê você é diferente.
Nesse momento o garoto retira um frasco de tinta de seu bolso, e deixa uma gota cair sobre o chão coberto de neve e diz enquanto aponta para o pingado de tinta no chão de neve.
-Pode ver? O pingo de tinta sou eu.
Então Lilih tira o frasco tinta de sua mão e faz outro pingo ao lado e diz:
-E esse sou eu.
E enquanto os jovens conversavam, concentrados, não puderam perceber que um homem se aproximava. E este mesmo homem interrompe a conversa e diz:
-Bem que essas gotas poderiam ser de sangue. Talvez o significado fosse mais intenso não acham?
Um homem grande e forte se apresenta. Cabelos acinzentados curtos, pele branca escurecida por causa do sol que provavelmente o castigou ao longo dos anos, seu semblante estava calmo, e um leve sorriso se esboçava no rosto do homem que, apesar da aparência, era mais novo do que parecia. Usava uma armadura negra com detalhes dourados, em sua capa dourada, podia-se ver uma flor de pétalas negras e miolo roxo. Percebia-se uma bainha negra que escondia uma espada longa de punho negro metálico.
-Sou Sodoreon. E você é...
Antes que o homem pudesse terminar sua frase, o garoto o interrompe:
-Não é da sua conta! Você não deveria estar aqui.
-Você é muito agressivo moleque, eu gosto disso, gosto desse ódio em seu olhar, me faz querer fazer de você meu discípulo, você certamente tem potencial. Eu sei quem você é garoto, e sei o porquê de seu ódio. Junte-se a mim, e talvez de seu sangue nasça uma flor como quando seu sangue for derramado.
-Meu sangue não será derramado em um campo de batalha!
-Você tem fibra garoto, e tem tudo o que eu quero em um aprendiz. Sei que seu aniversario esta próximo, fará 16 anos, e assim, estará livre para decidir seu próprio destino. Então nos veremos, em exatas duas semanas, no dia de seu aniversario, para você decidir se usa essa raiva a seu favor e conquista o mundo ao meu lado ou se vive uma vida miserável a qual sabe que esta condenado. A escolha é sua!
Então o homem vira as costas e caminha até sumir no horizonte.
Só então o garoto percebe que Lilih estava pasma e assustada com as palavras de Sodoreon.
-Vo... cê não vai... ouvir o que esse homem disse não é?
-Como ele disse, não quero ser condenado a uma vida miserável junto daqueles que todos os dias desejo ver a cabeça rolar. Quero ser aquele que pune, aquele que dita as regras e condena. Aquele o qual os miseráveis temam ao ouvir o nome, aquele que causa a destruição. Aquele que trará um novo começo, para que pessoas como eu e você tenham um novo final.
-Mas... Mas...
-Vamos embora. Já vai anoitecer Lilih, eu te deixo em sua casa.
E então Lilih desfaz o semblante de preocupada e novamente coloca o sorriso rotineiro em seu rosto, mesmo sentindo que algo ruim pode acontecer.
-Sabe de uma coisa Lilih? Eu me pergunto se você sorri para todos ou somente quando esta comigo.
________________________X_________________________
Punidor sente alguns tapas em seu rosto e então acorda.
-Ei... ei... Acorde.
Diz o rapaz que acorda Punidor. Trajando um sobretudo preto sem manga, cabelos vermelhos e curtos semelhantes à fogueira da lareira da cabana, barba vermelha por fazer, olhos castanhos, calças pretas, e com uma tatuagem no peito que Punidor não pode identificar por não vê-la completamente.
-Você levou uma queda feia com aquele garoto. Pergunto-me o que estavam fazendo para cair dessa serra, mas com certeza deve ter haver com os fortes estrondos de ontem. Sorte a sua eu ter encontrado vocês dois próximos à estrada da floresta que vai para o mar.
E antes que Punidor pudesse perguntar onde estava Ton, o jovem homem fala.
-Muito prazer, me chamo Max Zagine.
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