Sem pensar duas vezes, Punidor saca sua espada e investe em direção à ponte para dar suporte a seu companheiro. Porém, enquanto adentrava o espaço da grande e firme ponde de pedra, foi surpreendido por um grito de Chris:
-PARE IRMÃOZÃO!
E tão logo parou, pode ouvir o zunir de uma flecha cortando o vento e quebrando ao tocar o rígido chão da ponte logo à sua frente. Tão de repente quanto a flecha vinda, Punidor olhou assustado para onde estava Ton, pois outra flecha estava indo na direção do garoto.
-Não conseguirei bloquear esse disparo.
Pensa Punidor. No entanto, Max fora rápido ao notar o segundo projétil e pode interceptá-lo partindo-o ao meio em um golpe aéreo certeiro.
-Essa luta é minha. NÃO INTERFIRAM!
Grita Eddie fazendo todos os seus companheiros ficarem estagnados no inicio da ponte. Só então puderam perceber que do outro lado da ponte haviam mais pessoas, mas não era possível identificá-las devido a distância.
- Sorte a sua eu ter observado a segunda flecha. Foi por pouco heim. Pirralho.
Diz Max se aproveitando da situação para provocar Ton. Porém estava bastante assustado com a perícia de seus inimigos e pensa consigo mesmo:
-Como alguém é capaz de lançar dois projéteis quase instantaneamente em alvos diferentes?
Enquanto isso, no meio da ponte os dois combatentes se posicionam para iniciar a luta.
O adversário de Eddie é um jovem, pele morena escura, sem cabelo, roupas de couro preto com alguns adornos de metal para aumentar a proteção da roupa, empunhava uma lança de haste negra com lâminas douradas em forma de tridente. Fazia a posição de ataque segurando a lança com ambas as mãos.
-Veja pai, agora irei te mostrar o que me tornei. A força de um membro da elite da Lótus Negra.
E inicia diversos ataques frontais buscando perfurar o abdome de Eddie. Eddie, porém esquiva-se de todos os golpes com muita agilidade e movimentos precisos e contra-ataca ao esquivar lateralmente projetando seu bastão frontalmente contra o peito do jovem. O golpe foi efetivo e fez Samuel recuar dando alguns passos para trás buscando equilíbrio para voltar a atacar.
-Desista. Você não pode me derrotar. Sua determinação é tão fraca quanto seu propósito. Essa lança não te pertence.
-Quem você pensa que é para falar sobre determinação? Você desistiu de seus propósitos e agora quer me servir de exemplo? Vou usar essa lança para por um fim em seu destino patético.
Então Samuel gira a lança sobre sua cabeça, e investe em novos ataques frontais. Eddie continua a se esquivar e novamente encontra uma brecha entre os ataques e torna a contra-atacar.
-Acabou!
Pensa Samuel antevendo o ataque de Eddie semelhante ao anterior. E logo projeta seu tronco para a direita e faz um ataque lateral buscando acertar Eddie pelo seu flanco esquerdo. Porém Eddie não contra-atacou como esperado, e consegue travar a lança de Samuel colocando seu cajado com uma das extremidades apoiadas no cão deixando o corpo do cajado entre as lâminas do tridente, impedindo-o de seguir sua trajetória. Então Eddie chuta a base apoiada do cajado fazendo-o rodar em volta da mão que o segura, esse movimento faz a lança girar em seu próprio eixo derrubando-a das mãos de Samuel.
-Vejo que ainda consegue lutar. Vou tentar fazer isso ficar mais divertido. Pena meu tempo estar se esgotando.
Diz Samuel enquanto apanha sua lança no chão.
-Vou impedi-lo de seguir esse caminho de trevas.
E recomeçam a luta, sempre com Samuel investindo contra Eddie. Todos que observavam a luta podiam ver um rosto de satisfação de Samuel ao confrontar seu pai, parecia se divertir a cada golpe que aplicava ou tomava enquanto a seriedade e determinação transpareciam na face de Eddie.
-Agora vou mostrar que já te superei! AAAAAAAAAAAAH!
Samuel investe ferozmente, dessa vez com mais velocidade e força. A lança não mais parecia pesada como outrora, parecia rápida e mortal. Samuel agora combinava ataques utilizando hora sua lança e horas chutes, variando assim a distancia de seu oponente. No entanto Eddie é bastante ágil e consegue esquivar-se até o momento em que Samuel faz um ataque frontal. Eddie desvia, porém Samuel prossegue na investida, a lança passa lateralmente o tronco de Eddie e Samuel acerta-lhe uma bela joelhada na altura do estômago deixando Eddie totalmente sem reação. Vendo seu adversário agachado, girou seu corpo e acertou-lhe um chute direto no rosto utilizando a sola do pé para golpear.
-Patético. Você é patético.
Eddie levantou-se, pegou seu cajado, posicionou-se e disse:
-Ainda não acabou.
Então, vendo seu adversário em pé e em boas condições ainda, Samuel irrita-se, corre em direção de Eddie, salta e projeta sua lança de cima para baixo buscando um golpe certeiro. Simultaneamente, Eddie avança contra seu adversário, observa o vôo de Samuel, e faz um ataque de baixo para cima, esquivando-se do ataque de Samuel e acertando a extremidade de seu cajado bem no centro do abdome de Samuel. Então, ainda com a extremidade do cajado pressionando a barriga do garoto, Eddie encerra seu golpe pressionando o tronco de Samuel contra o chão com seu cajado, como quem finca um pássaro em pleno vôo e em seguida o direciona para o chão pressionando-o.
-Você virá comigo agora.
Diz Eddie com um tom autoritário.
Mas Samuel ainda tinha forças, era determinado. Tendo as pernas de Eddie ao seu alcance, mesmo deitado, segura sua lança e tenta acertar um golpe rasteiro utilizando sua lança enquanto gira seu corpo e se levanta, posiciona-se e já prepara um novo golpe contra Eddie. Sua postura para segurar sua lança muda, parece adotar outro estilo agora.
-Agora é que a luta realmente começa.
Eddie faz uma expressão de surpresa. Mas também adota uma postura semelhante, mesmo empunhando um cajado. E antes que possam continuar a luta são interrompidos:
-Nossa missão aqui acabou Samuel. Devemos partir agora.
Disse um dos homens caminhando em direção aos combatentes.
-Ora cale-se Tristan. Há um assunto inacabado aqui, não percebe?
-Você bem sabe a punição por desobediência. Sua missão era nos dar cobertura, agora vamos.
Frustrado, Samuel desiste da luta e acompanha Joe e caminha para junto dos outros homens. Eddie percebe que se for atrás de seu filho, colocará todos em risco, e também desiste da batalha e retorna para ver como estão seus companheiros.
Todos, com exceção de Puidor, estavam preocupados e pasmos, pois até então nada sabiam sobre Eddie RedSilver. Nada além do fato de o homem ser um nômade.
-Vamos. Tenho a suspeita de que os barris na praia são do navio que Iliam nos falou.
Diz Punidor se apressando.
-Calma ai fortão. E se encontrarmos aqueles homens no caminho?
Indaga Max.
-Acertaremos as contas.
Responde Punidor olhando para o outro lado da ponte.
Blog dedicado à história "Drew" Criada por: Alan Carlos Dellalibera (Drovan Dreamless Simple Genuine) Espero que gostem =P
sábado, 17 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Ao Everton Com Carinho =P
Ola pessoal!
Aqui sou eu, Drew.
Quero dizer a vocês que hoje esse episódio foi dedicado exclusivamente à um grande amigo e querido companheiro de vários anos.
Dedicado à uma pessoa que está sempre comigo.
Dedicado ao nosso aniversariante EVERTON DEMENECH =P
Aqui vão os votos de quem te ama brother e quer sempre te ver bem e ver você vencendo todas as lutas que virão.
Que hoje tudo possa dar certo e que você sinta o carinho e a amizade que eu e todos que te circundam sentem por ti
FELICIDADES MEU AMIGO! MEU IRMÃO!
Tudo de bom =P
Bejundas do Drew
Aqui sou eu, Drew.
Quero dizer a vocês que hoje esse episódio foi dedicado exclusivamente à um grande amigo e querido companheiro de vários anos.
Dedicado à uma pessoa que está sempre comigo.
Dedicado ao nosso aniversariante EVERTON DEMENECH =P
Aqui vão os votos de quem te ama brother e quer sempre te ver bem e ver você vencendo todas as lutas que virão.
Que hoje tudo possa dar certo e que você sinta o carinho e a amizade que eu e todos que te circundam sentem por ti
FELICIDADES MEU AMIGO! MEU IRMÃO!
Tudo de bom =P
Bejundas do Drew
Capitulo 11: Honra.
Rapidamente Max, Punidor e Ton pegam o quanto podem de frutas contidas no barril e colocam nos pertences de Max para poderem seguir viagem com algum suprimento a mais.
-Estarão aqui em questão de poucos minutos. Já consigo ver uma flor negra na bandeira.
Diz Max enquanto apanhava as maçãs e as colocava em sua mochila.
-Segundo o mapa, podemos seguir pela trilha dentro da caverna e voltar para a estrada da montanha, próximo à grande ponte da costa que atravessa o grande rio.
Diz Ton já tomando a dianteira do grupo.
Então o grupo volta pela praia até entrarem novamente na caverna, dessa vez adentrando seu interior e seguindo por alguns túneis naturais. Em alguns lugares é possível ver aberturas no teto da caverna, que permite ver a luz do sol e a copa das árvores logo acima e quantos mais caminhavam, maior ficava um barulho característico de queda d’água. O grupo caminha até chegar a um grande lago subterrâneo em um grande salão redondo, parecendo uma grande praia de pedra. O lago não é muito profundo, possui água cristalina que vem de uma pequena cachoeira subterrânea. No centro do lago havia uma pequenina ilha de pedra emergindo da água, parecendo um maravilhoso pedestal natural. Após o lago, podia-se ver a água escorrendo para uma fresta entre as paredes de pedra cobertas por musgo, onde a água seguia seu curso direto.
-Dizem que esse altar foi o túmulo de um grande herói dessas terras, e para homenagear esse grande herói, os sábios espíritos de heróis passados construíram esse lugar.
Conta Max para demonstrar seu conhecimento sobre as histórias do lugar. Então Ton interrompe:
-Você não sabe de nada mesmo não é? Esse lugar é conhecido como o túmulo de Dantor conhecido como “A torre de Gunigard” devido suas grandes habilidades de combate com seu impenetrável escudo protetor.
Podia-se ver os brilhos nos olhos de Ton ao contar sobre Dantor.
-Vamos passar a noite aqui, logo anoitecerá.
Diz Punidor com sua característica frieza e rosto sem expressão.
Enquanto a noite cai, todos notavam a lua cheia refletindo nas águas cristalinas do grande lago. Luz essa que refletia das águas para as paredes do grande salão, deixando-o levemente prateado, capaz de causar a vasta impressão de nobreza que aquele lugar emanava. Eis que então uma voz rompe o silêncio.
-Punidor.Por que se intitula Punidor Sagrado? Qual seu verdadeiro nome? Já que vamos viajar juntos acho que é melhor nos conhecermos um pouco melhor não acha?
Pergunta Max, aproveitando-se do sono de Ton, buscando saciar sua curiosidade sobre seu novo companheiro.
-Não lembro meu nome embora me chamem de Gilbert, não me lembro de onde vim ou o que me aconteceu desde uma semana atrás, e me intitulo Punidor Sagrado por que é o que decidi fazer.
-Certo. Mas há algo sobre você que ainda me intriguei durante nossa luta. Resolvi propor o desafio para avaliar suas habilidades. Por que não me derrotou? Eu percebi o seu movimento do escudo e vi que a luta já não havia mais tempo de escapar, pois já estava cego pelo reflexo do escudo direto em meus olhos.
-Há coisas mais importantes do que simplesmente vencer uma luta. Honra e confiança são algumas delas. Acredito que pelo mesmo motivo não derrotou o garoto quando pôde sacar sua espada curta escondida na parte das costas debaixo de seu sobretudo, facilmente poderia bloquear o chute e contra-atacar, como fez com o golpe aplicado diretamente em seu pescoço.
Então Max se resguarda ao silêncio fazendo-se entender cada palavra dita por Punidor, que ao olhar para Ton diz:
-Ele se tornará um grande guerreiro em breve.
Durante a noite, Punidor sente-se incomodado por zunidos e roncos vindos de seu lado. Quando resolve olhar, percebe Drew deitado ao seu lado.
-Saia daqui ou fique quieto!
Diz Punidor sussurrando para evitar acordar os outros.
-PRONTO! Você interrompeu meu sono. Agora só me resta dar um mergulho!
Então Drew pula na água e começa a nadar como se quem se diverte em uma tarde quente de verão.
-Eu não conhecia esse seu lado sábio e intelectual nobre cavaleiro. Me fez orgulhar-me de você.
Punidor responde com um silêncio incômodo para Drew.
-Esse lugar trás recordações de tempos atrás. Incrível como essas águas se mantém refrescantes mesmo depois de alguns anos.
-O que você quer agora?
-Ora ora meu caro amigo. Quero alertá-lo sobre Max. Aquele dragão... Estou certo do que possa ser. Tenho treze motivos para dizer que ele vive em vergonha perante seus semelhantes. Mas não vamos entrar em detalhes. A conversa esta boa mas vou dormir e recuperar o sono que você tirou de mim. Boa noite.
E Drew deita-se e mesmo molhado começa a roncar.
-Mesmo dormindo ele continua sendo incômodo.
Pensa Punidor enquanto se ajeita para continuar sua noite de sono.
O dia raia, e com ele intensos raios de sol refletem na água, tornando as paredes outrora prateadas, douradas e brilhosas. Então o grupo levanta-se e segue caminho. Atravessam o grande lago e chegam a uma mata levemente fechada. Começam então a subir a encosta da serra, através de uma pequena trilha elevada e chegam à estrada que leva até Mansúria.
-Estão ouvindo? Parece o som de outra cachoeira.
Diz Ton espontaneamente.
-Ora cale-se moleque atrevido. Deve ter entrado água em seus ouvidos.
E Max provoca Ton com um sorriso sarcástico em seu rosto.
Ton mais uma vez empunha seu machado e o aponta para Max.
-Quer sentir novamente a fúria de meu machado? Dessa vez não terá sorte se sobreviver.
-Ora, cale-se antes que o faça descer toda essa ladeira rolando pela encosta da serra.
Enquanto Ton e Max discutiam, Punidor pode ouvir a voz de alguém dizendo:
-Irmãozão, irmãozão, eu sei que é você.
Diz Chris se aproximando rapidamente seguida por Zangor.
-Quem são essas pessoas?
Pergunta Max sem saber o que está acontecendo.
-Senhor Gilbert, temo não termos tempo para confraternização agora. Logo à frente, na grande ponte, o senhor RedSilver está tendo problemas com inimigos e pediu para nos apressarmos em encontrar vocês.
Responde Zangor apressando todos os presentes.
O grupo se apressa e em pouco tempo se aproximam de uma imensa ponte de pedra que atravessa um rio igualmente grande. Uma enorme cachoeira fica na face esquerda da ponte enquanto o mar se encarrega de ocupar a face direita. A ponte possui o norte e o sul como extremidades, deixando o leste para o mar e o oeste para a cachoeira. O barulho da cachoeira pode ser ouvido de muito longe. A ponte possui detalhes esculpidos durante toda sua extensão e em suas duas extremidades podem ser observadas estatuas de guerreiros lendários. E nesse cenário centenário pode-se observar duas pessoas se encarando.
-La está ele senhor Gilbert.
Diz Zangor apontando o dedo para o meio da ponte.
Ao se aproximarem sentiam nitidamente a sensação de apreensão no ar. O vento forte da altitude fazia assoviar em atrito com a ponte, as roupas balançavam nos corpos de forma a parecer que tinham vontade própria. O som da cachoeira dessa vez trazia tensão invés de calma e tranqüilidade. E assim todos puderam ouvir quando Eddie diz:
-Quanto tempo... Samuel.
E então o outro homem presente na ponte retira o capuz de sua cabeça e responde:
-Sim... Quanto tempo PAI!
-Estarão aqui em questão de poucos minutos. Já consigo ver uma flor negra na bandeira.
Diz Max enquanto apanhava as maçãs e as colocava em sua mochila.
-Segundo o mapa, podemos seguir pela trilha dentro da caverna e voltar para a estrada da montanha, próximo à grande ponte da costa que atravessa o grande rio.
Diz Ton já tomando a dianteira do grupo.
Então o grupo volta pela praia até entrarem novamente na caverna, dessa vez adentrando seu interior e seguindo por alguns túneis naturais. Em alguns lugares é possível ver aberturas no teto da caverna, que permite ver a luz do sol e a copa das árvores logo acima e quantos mais caminhavam, maior ficava um barulho característico de queda d’água. O grupo caminha até chegar a um grande lago subterrâneo em um grande salão redondo, parecendo uma grande praia de pedra. O lago não é muito profundo, possui água cristalina que vem de uma pequena cachoeira subterrânea. No centro do lago havia uma pequenina ilha de pedra emergindo da água, parecendo um maravilhoso pedestal natural. Após o lago, podia-se ver a água escorrendo para uma fresta entre as paredes de pedra cobertas por musgo, onde a água seguia seu curso direto.
-Dizem que esse altar foi o túmulo de um grande herói dessas terras, e para homenagear esse grande herói, os sábios espíritos de heróis passados construíram esse lugar.
Conta Max para demonstrar seu conhecimento sobre as histórias do lugar. Então Ton interrompe:
-Você não sabe de nada mesmo não é? Esse lugar é conhecido como o túmulo de Dantor conhecido como “A torre de Gunigard” devido suas grandes habilidades de combate com seu impenetrável escudo protetor.
Podia-se ver os brilhos nos olhos de Ton ao contar sobre Dantor.
-Vamos passar a noite aqui, logo anoitecerá.
Diz Punidor com sua característica frieza e rosto sem expressão.
Enquanto a noite cai, todos notavam a lua cheia refletindo nas águas cristalinas do grande lago. Luz essa que refletia das águas para as paredes do grande salão, deixando-o levemente prateado, capaz de causar a vasta impressão de nobreza que aquele lugar emanava. Eis que então uma voz rompe o silêncio.
-Punidor.Por que se intitula Punidor Sagrado? Qual seu verdadeiro nome? Já que vamos viajar juntos acho que é melhor nos conhecermos um pouco melhor não acha?
Pergunta Max, aproveitando-se do sono de Ton, buscando saciar sua curiosidade sobre seu novo companheiro.
-Não lembro meu nome embora me chamem de Gilbert, não me lembro de onde vim ou o que me aconteceu desde uma semana atrás, e me intitulo Punidor Sagrado por que é o que decidi fazer.
-Certo. Mas há algo sobre você que ainda me intriguei durante nossa luta. Resolvi propor o desafio para avaliar suas habilidades. Por que não me derrotou? Eu percebi o seu movimento do escudo e vi que a luta já não havia mais tempo de escapar, pois já estava cego pelo reflexo do escudo direto em meus olhos.
-Há coisas mais importantes do que simplesmente vencer uma luta. Honra e confiança são algumas delas. Acredito que pelo mesmo motivo não derrotou o garoto quando pôde sacar sua espada curta escondida na parte das costas debaixo de seu sobretudo, facilmente poderia bloquear o chute e contra-atacar, como fez com o golpe aplicado diretamente em seu pescoço.
Então Max se resguarda ao silêncio fazendo-se entender cada palavra dita por Punidor, que ao olhar para Ton diz:
-Ele se tornará um grande guerreiro em breve.
Durante a noite, Punidor sente-se incomodado por zunidos e roncos vindos de seu lado. Quando resolve olhar, percebe Drew deitado ao seu lado.
-Saia daqui ou fique quieto!
Diz Punidor sussurrando para evitar acordar os outros.
-PRONTO! Você interrompeu meu sono. Agora só me resta dar um mergulho!
Então Drew pula na água e começa a nadar como se quem se diverte em uma tarde quente de verão.
-Eu não conhecia esse seu lado sábio e intelectual nobre cavaleiro. Me fez orgulhar-me de você.
Punidor responde com um silêncio incômodo para Drew.
-Esse lugar trás recordações de tempos atrás. Incrível como essas águas se mantém refrescantes mesmo depois de alguns anos.
-O que você quer agora?
-Ora ora meu caro amigo. Quero alertá-lo sobre Max. Aquele dragão... Estou certo do que possa ser. Tenho treze motivos para dizer que ele vive em vergonha perante seus semelhantes. Mas não vamos entrar em detalhes. A conversa esta boa mas vou dormir e recuperar o sono que você tirou de mim. Boa noite.
E Drew deita-se e mesmo molhado começa a roncar.
-Mesmo dormindo ele continua sendo incômodo.
Pensa Punidor enquanto se ajeita para continuar sua noite de sono.
O dia raia, e com ele intensos raios de sol refletem na água, tornando as paredes outrora prateadas, douradas e brilhosas. Então o grupo levanta-se e segue caminho. Atravessam o grande lago e chegam a uma mata levemente fechada. Começam então a subir a encosta da serra, através de uma pequena trilha elevada e chegam à estrada que leva até Mansúria.
-Estão ouvindo? Parece o som de outra cachoeira.
Diz Ton espontaneamente.
-Ora cale-se moleque atrevido. Deve ter entrado água em seus ouvidos.
E Max provoca Ton com um sorriso sarcástico em seu rosto.
Ton mais uma vez empunha seu machado e o aponta para Max.
-Quer sentir novamente a fúria de meu machado? Dessa vez não terá sorte se sobreviver.
-Ora, cale-se antes que o faça descer toda essa ladeira rolando pela encosta da serra.
Enquanto Ton e Max discutiam, Punidor pode ouvir a voz de alguém dizendo:
-Irmãozão, irmãozão, eu sei que é você.
Diz Chris se aproximando rapidamente seguida por Zangor.
-Quem são essas pessoas?
Pergunta Max sem saber o que está acontecendo.
-Senhor Gilbert, temo não termos tempo para confraternização agora. Logo à frente, na grande ponte, o senhor RedSilver está tendo problemas com inimigos e pediu para nos apressarmos em encontrar vocês.
Responde Zangor apressando todos os presentes.
O grupo se apressa e em pouco tempo se aproximam de uma imensa ponte de pedra que atravessa um rio igualmente grande. Uma enorme cachoeira fica na face esquerda da ponte enquanto o mar se encarrega de ocupar a face direita. A ponte possui o norte e o sul como extremidades, deixando o leste para o mar e o oeste para a cachoeira. O barulho da cachoeira pode ser ouvido de muito longe. A ponte possui detalhes esculpidos durante toda sua extensão e em suas duas extremidades podem ser observadas estatuas de guerreiros lendários. E nesse cenário centenário pode-se observar duas pessoas se encarando.
-La está ele senhor Gilbert.
Diz Zangor apontando o dedo para o meio da ponte.
Ao se aproximarem sentiam nitidamente a sensação de apreensão no ar. O vento forte da altitude fazia assoviar em atrito com a ponte, as roupas balançavam nos corpos de forma a parecer que tinham vontade própria. O som da cachoeira dessa vez trazia tensão invés de calma e tranqüilidade. E assim todos puderam ouvir quando Eddie diz:
-Quanto tempo... Samuel.
E então o outro homem presente na ponte retira o capuz de sua cabeça e responde:
-Sim... Quanto tempo PAI!
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Capitulo 10: O triunfo de Ton
Naquela tarde quente e ensolarada, duas figuras faziam ranger as lâminas de suas armas. Ton era agressivo e incisivo, golpes poderosos que abriam a guarda de Max, porém, seus ataques lentos e desfocados não podiam tomar vantagem sobre a guarda aberta de seu oponente. E foi assim que inicio-se a grande batalha de Ton pelo mapa de Max.
-Você luta bem para um moleque. Mas ainda é muito lento para mim!
Disse Max com o intuito de elevar a raiva de Ton ao máximo e observar o quão forte poderia ser seu oponente.
-ORA CALE-SE!
Retruca Ton agora empunhando seu machado com as duas mãos fixadas na extremidade do cabo da arma.
Aproveitando-se que seu adversário estava perdendo terreno, Ton projeta seu machado o mais longe que pode, em um golpe poderoso visando, no mínimo, ganhar terreno. No entanto, Max era hábil o suficiente para escapar pela lateral e já tentar um contragolpe frontal certeiro na altura do quadril de Ton.
-Venci.
Pensou Max sem perceber que Ton girava-se, e ao mesmo tempo em que o golpe de Max apenas cortava parte das faixas do abdome de Ton, o garoto projetava um contra-ataque certeiro e fulminante na altura do pescoço de Max. Um ranger de lâminas ecoou pela praia, e mais uma vez Ton aplica um golpe giratório segurando seu machado com as duas mãos pela extremidade do cabo do machado. Max se abaixa enquanto a lâmina do pesado machado passa fazendo-o ouvir de perto o barulho característico o metal cortando o vento. Neste momento Max empurra Ton para trás que, meio desequilibrado, escorrega na parte molhada da pedra e cai sentado na pedra, meio tonto devido seus giros consecutivos.
-UFA! Essa foi quase moleque. Você quase me surpreendeu. Mas não perderei para um fedelho.
Disse Max enquanto recuperava o fôlego.
-Eu estava certo que arrancaria seu pescoço. A vitória era certa. Não entendo como ele escapou.
Pensa Ton enquanto se levanta e diz:
-Você ainda não viu nada.
Ambos agora se posicionam no centro da grande pedra, apontam suas armas um em direção ao outro fazendo suas armas ficarem paralelas para que possam dar novo inicio ao combate.
Perto dali, Punidor observava a luta na sombra de um coqueiro, via cada movimento, estudava as possibilidades, analisava quem tinha a vantagem momentânea, e fazia projeções de quem seria o provável vencedor. E é nessa máxima concentração que Punidor ouve uma Voz o encomodando:
-Psiu.
Ele vira-se, procura quem possa ser e ouve de novo.
-Ei Psiu. Aqui atrás.
Então Punidor identifica a voz irritante que o incomodava.
-Me deixe observar a luta.
-Rude e ranzinza como sempre não é? Senhor protetor dos necessitados. A propósito, covardia sua deixar aquele pobre garotinho enfrentar aquele guerreiro dracônico poderozissimo não acha?
Fala Drew com ar sarcástico e totalmente provocativo.
Mas Punidor estava atento e nem se deixou levar pelas palavras ofensivas de Drew. Porém Drew voltou a chamar sua atenção, mas dessa vez com um tom de voz séria.
-Você observou o mar? Algo parece ter acontecido La.
Rapidamente, Punidor vira-se e observa as ondas trazendo pedaços torneados de madeira, e alguns barris para a praia. Corre para ver o que poderia ter acontecido e logo percebe que os barris são de suprimentos e alguns dos pedaços de madeira possuem marcas que poderiam ser de um brasão que provavelmente simbolizasse a origem da embarcação destruída.
-Esse Capitão Allandarus é realmente terrível. Me estranha escapar alguns suprimentos. Aconselho a vocês saírem o quanto antes por que vocês não tem chance alguma contra uma artilharia pesada e muito menos podem lutar contra mais de cem tripulantes no estado em que se encontram.
A luta prossegue enquanto Punidor arrasta um dos barris para mais próximo dos lutadores.
-Vai acabar no próximo ataque.
Diz Ton com seu machado apoiado sobre seus ombros.
-Como você é abusado heim moleque? Não percebe que esta muitos níveis abaixo de mim?
-Quero ver se você ainda poderá falar quando eu arrancar sua língua.
E dizendo essas palavras Ton mais uma vez empunha seu machado com ambas as mãos, segura o cabo pela ponta para aumentar a área de alcance do machado, pega impulso e projeta um golpe muito poderoso.
-Eu não caio no mesmo truque duas vezes. Você deveria saber disso quando enfrenta um adversário mais forte.
Diz Max enquanto esquiva-se para trás, e não para o lado como fizera outrora. Dessa forma, Max pode desenvolver um golpe lateral preciso. Porém Ton não girou seu corpo dessa vez, ele fez com que seu machado batesse no chão, e o utilizou de alavanca para projetar seu corpo para frente, fazendo um golpe de plasticidade ímpar, com suas mãos no ápice da alavanca, e seus pés indo em direção ao peito de Max enquanto a espadada lateral de Max cravava na madeira rígida e forte do cabo do machado de Ton.
Dessa vez Max colocou sua mão atrás das costas. Mas o chute veio certeiro e o jogou para fora da pedra. Caiu com as costas na areia macia, e pouco se machucou.
-Cof Cof. ARGH. Minhas costas... não sinto minhas costas... Cof Cof.
Diz Max reclamando da situação e se fazendo de vítima enquanto Ton se vangloriava e pulava de alegria encima da pedra.
-Cumpra o acordo agora que venci. Me entregue o mapa.
Diz Ton após sua comemoração exagerada.
-Repensei os termos. Vocês são fortes. Vou seguir caminho com vocês.
-Eu não quero você por perto. Me entregue logo esse mapa e suma da...
Nesse momento Punidor já havia chegado com um dos barris e interrompe Ton:
-Temos de ir agora. Estamos à mercê de nosso inimigo.
-Você luta bem para um moleque. Mas ainda é muito lento para mim!
Disse Max com o intuito de elevar a raiva de Ton ao máximo e observar o quão forte poderia ser seu oponente.
-ORA CALE-SE!
Retruca Ton agora empunhando seu machado com as duas mãos fixadas na extremidade do cabo da arma.
Aproveitando-se que seu adversário estava perdendo terreno, Ton projeta seu machado o mais longe que pode, em um golpe poderoso visando, no mínimo, ganhar terreno. No entanto, Max era hábil o suficiente para escapar pela lateral e já tentar um contragolpe frontal certeiro na altura do quadril de Ton.
-Venci.
Pensou Max sem perceber que Ton girava-se, e ao mesmo tempo em que o golpe de Max apenas cortava parte das faixas do abdome de Ton, o garoto projetava um contra-ataque certeiro e fulminante na altura do pescoço de Max. Um ranger de lâminas ecoou pela praia, e mais uma vez Ton aplica um golpe giratório segurando seu machado com as duas mãos pela extremidade do cabo do machado. Max se abaixa enquanto a lâmina do pesado machado passa fazendo-o ouvir de perto o barulho característico o metal cortando o vento. Neste momento Max empurra Ton para trás que, meio desequilibrado, escorrega na parte molhada da pedra e cai sentado na pedra, meio tonto devido seus giros consecutivos.
-UFA! Essa foi quase moleque. Você quase me surpreendeu. Mas não perderei para um fedelho.
Disse Max enquanto recuperava o fôlego.
-Eu estava certo que arrancaria seu pescoço. A vitória era certa. Não entendo como ele escapou.
Pensa Ton enquanto se levanta e diz:
-Você ainda não viu nada.
Ambos agora se posicionam no centro da grande pedra, apontam suas armas um em direção ao outro fazendo suas armas ficarem paralelas para que possam dar novo inicio ao combate.
Perto dali, Punidor observava a luta na sombra de um coqueiro, via cada movimento, estudava as possibilidades, analisava quem tinha a vantagem momentânea, e fazia projeções de quem seria o provável vencedor. E é nessa máxima concentração que Punidor ouve uma Voz o encomodando:
-Psiu.
Ele vira-se, procura quem possa ser e ouve de novo.
-Ei Psiu. Aqui atrás.
Então Punidor identifica a voz irritante que o incomodava.
-Me deixe observar a luta.
-Rude e ranzinza como sempre não é? Senhor protetor dos necessitados. A propósito, covardia sua deixar aquele pobre garotinho enfrentar aquele guerreiro dracônico poderozissimo não acha?
Fala Drew com ar sarcástico e totalmente provocativo.
Mas Punidor estava atento e nem se deixou levar pelas palavras ofensivas de Drew. Porém Drew voltou a chamar sua atenção, mas dessa vez com um tom de voz séria.
-Você observou o mar? Algo parece ter acontecido La.
Rapidamente, Punidor vira-se e observa as ondas trazendo pedaços torneados de madeira, e alguns barris para a praia. Corre para ver o que poderia ter acontecido e logo percebe que os barris são de suprimentos e alguns dos pedaços de madeira possuem marcas que poderiam ser de um brasão que provavelmente simbolizasse a origem da embarcação destruída.
-Esse Capitão Allandarus é realmente terrível. Me estranha escapar alguns suprimentos. Aconselho a vocês saírem o quanto antes por que vocês não tem chance alguma contra uma artilharia pesada e muito menos podem lutar contra mais de cem tripulantes no estado em que se encontram.
A luta prossegue enquanto Punidor arrasta um dos barris para mais próximo dos lutadores.
-Vai acabar no próximo ataque.
Diz Ton com seu machado apoiado sobre seus ombros.
-Como você é abusado heim moleque? Não percebe que esta muitos níveis abaixo de mim?
-Quero ver se você ainda poderá falar quando eu arrancar sua língua.
E dizendo essas palavras Ton mais uma vez empunha seu machado com ambas as mãos, segura o cabo pela ponta para aumentar a área de alcance do machado, pega impulso e projeta um golpe muito poderoso.
-Eu não caio no mesmo truque duas vezes. Você deveria saber disso quando enfrenta um adversário mais forte.
Diz Max enquanto esquiva-se para trás, e não para o lado como fizera outrora. Dessa forma, Max pode desenvolver um golpe lateral preciso. Porém Ton não girou seu corpo dessa vez, ele fez com que seu machado batesse no chão, e o utilizou de alavanca para projetar seu corpo para frente, fazendo um golpe de plasticidade ímpar, com suas mãos no ápice da alavanca, e seus pés indo em direção ao peito de Max enquanto a espadada lateral de Max cravava na madeira rígida e forte do cabo do machado de Ton.
Dessa vez Max colocou sua mão atrás das costas. Mas o chute veio certeiro e o jogou para fora da pedra. Caiu com as costas na areia macia, e pouco se machucou.
-Cof Cof. ARGH. Minhas costas... não sinto minhas costas... Cof Cof.
Diz Max reclamando da situação e se fazendo de vítima enquanto Ton se vangloriava e pulava de alegria encima da pedra.
-Cumpra o acordo agora que venci. Me entregue o mapa.
Diz Ton após sua comemoração exagerada.
-Repensei os termos. Vocês são fortes. Vou seguir caminho com vocês.
-Eu não quero você por perto. Me entregue logo esse mapa e suma da...
Nesse momento Punidor já havia chegado com um dos barris e interrompe Ton:
-Temos de ir agora. Estamos à mercê de nosso inimigo.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Capitulo 9: O guerreiro do leste.
Uma velha cabana abandonada. De fato era uma velha cabana abandonada aos cuidados de um desconhecido onde estavam descansando Punidor e Ton . Cinzas ainda quentes do que parecia ser uma fogueira na lareira bem na parede à direita da porta de entrada, um belo banco de madeira meio desgastada estava à frente da lareira, e logo ao lado do bando estava a cama onde ainda descansava Ton. Punidor estava deitado em um carpete entre o banco e a lareira, e acordara com os raios de sol que passava pela fina cortina da janela ao lado da cama e reincidia bem em seu rosto. Max permanecia sentado no banco esperando-os levantar.
-Foi uma bela queda heim. Sorte de vocês eu ter achado essa cabana e pouco à frente ter achado vocês, os deuses devem estar ao seu lado. O que estavam fazendo para cair dessa altura?
-Apenas uma batalha em um momento inoportuno, nada demais.
Responde Punidor sendo o mais breve possível enquanto se levanta. Porém as dores em seu corpo não o permitem nada além de sentar-se.
-Whoa! Nada de movimentos bruscos, não percebe a situação em que esta? Você estava protegendo esse garoto, e isso lhe custou ainda mais ferimentos. Descanse por hoje, fique na cabana, logo partirei de qualquer forma.
Diz Max impedindo Punidor de levantar-se.
Sem falar uma palavra, o bravo guerreiro de armadura branca ignora suas dores e o conselho de Max e vai olhar a situação de Ton.
-Você é bem teimoso para um homem que esteve pra morrer. Me parece o tipo de homem que morre jovem, ainda mais tendo que proteger esse garoto. Ainda não sei seu nome guerreiro, mas tenho certeza que o fogo na serra e as explosões ocorridas nas proximidades da estrada das montanhas tem haver com esse tombo de vocês.
-Se quiser me chamar por algum nome, me chame Punidor Sagrado!
-Bem. Agora que vejo que pode se virar, o deixarei em paz e seguirei meu caminho. Então acho que isso é um provável adeus.
Diz Max e logo após deixa a cabana.
Pouco depois, Punidor se sente apto a olhar o ambiente ao redor da cabana e ao sair uma figura conhecida reaparece na copa de uma das árvores.
-Olha só se não é meu amigo camarada imortal Gilbert.
-Como me encontrou aqui Drew? O que quer?
-É assim que você trata seus bons amigos e camaradas como eu? Estou pasmo. ÓH! Não me admira aquele jovem não querer ficar junto de você.
-Ora cale-se.
-Esta vendo? Você não me ama mais?
Diz Drew sendo totalmente sarcástico.
-Eu sabia. Você só me usou seu cafajeste! Quero minha honra de volta! HAHAHAHAHA Ponha um sorriso nessa sua cara, afinal, você esta perdido. HAHAHAHAHA
Mesmo odiando ter que admitir, Punidor constata. Drew esta certo.
-O que seria de você sem mim? ÓH GRANDE E PODEROSO PALADINO DOS INDEFESOS! Sorte a sua aquele... É... Hum... Max né? É esse o nome dele? Ah é esse mesmo! MAX! Mas como estava dizendo, sorte a sua ele ter te encontrado semimorto. Mas é comum de você estar sempre semimorto. HAHAHAHA
-Já disse. CALE-SE!
Diz Punidor empunhando sua espada e a apontando para a àrvore.
-Não nobre cavaleiro. Definitivamente não é assim que se trata os amigos. Mas para provar que sou seu único e verdadeiro amigo que lhe quer muito bem do fundo do coração, vou te perguntar. Achou interessante também a tatuagem daquele rapaz?
-Sim. Mas não identifiquei ao certo. Parecia-me um Dragão.
-Mas olha só. Você não é de todo burro. Era um dragão sim. E acho que ele vem do leste. Mas me pergunto o por que da cicatriz encima do lindo desenho no peito daquele rapaz. Tanto trabalho para nada não acha? Desenhar aquele animal grande e imponente e depois uma cicatriz bem no local do desenho. Coitadinho... Deve ter sofrido tanto.
Diz Drew com uma expressão irônica de tristeza.
-Acho melhor voltar pra cabana oh grande Paladino dos pobres garotinhos órfãos. Não se preocupe, continuarei de olho na estrada e em você.
Então Punidor atende ao conselho de Drew e volta à cabana para esperar por Ton.
Pouco mais de uma hora se passou até que Ton acordasse. Sua expressão era de abatimento e decepção. Sentado na cama o garoto cerra seus punhos com muita força, sua face agora transmite dor e agonia, porém pode-se notar que ele não sente dor física.
-Não serei inútil novamente! Não me permito novamente ser um fardo! Como vingarei meu pai sendo tão fraco?
E uma lágrima cai de seu rosto molhando o cobertor cinza mofado que o cobria. E então ele olha para Punidor e diz:
-NUNCA MAIS ME SALVE ESTÁ OUVINDO? EU SEREI O PROXIMO A TE SALVAR! ESTA ESCUTANDO? EU NUNCA MAIS DEPENDEREI DE VOCÊ! EU VOU SUPERAR VOCÊ!
E com voz serena e calma Punidor responde.
-Não gaste energia com palavras tolas. Concentre-se em nossa situação atual já que perdemos nosso referencial e estamos perdidos. Arrume suas coisas, vamos partir o quanto antes e procurar os outros.
Foi então que Punidor lembrou-se ter visto um porta-mapa nas costas de Max ao vê-lo saindo. E ambos saem pela estrada estreita cercada por mata e sombreada pela copa das árvores.
Não muito se passou e logo avistaram uma praia. O sol brilhava forte e intenso agora, diferentemente da pequena estrada fresca e úmida. A areia amarela esbranquiçada quase queimava os pés de Punidor e Ton. O mar azul semitransparente convidava a um mergulho refrescante enquanto o vento fazia balançar alguns poucos coqueiros ali presentes, fazendo-os parecer dançar ao ritmo de cada onda do mar que se aproximava. Na extremidade norte da praia, podia-se observar um grande penhasco que delimitava o fim da praia. Bem ao longe podia-se ver um navio. Provavelmente o navio de Capitão Allandarus citado antes por Kazlu.
Não muito distantes dali, depois de caminhar poucos metros na direção que imaginavam ser a correta, puderam ver uma pequena caverna. Essa caverna seria perfeita para um descanso após algumas horas de caminhada. Coincidentemente, lá estava Max, deitado à sombra após aparentemente ter degustado um bom assado de peixe.
Ton pôde observar que ainda tinha sobrado do peixe que Max comera. Então ele se aproxima e pergunta:
-Senhor, esse peixe é seu?
-Ora ora, se não é o moleque do qual salvei a vida. E sim! Esse peixe é meu.
Responde Max sarcasticamente.
-Não me chame de moleque!
-Mas é o que você é. Um moleque que precisa ser salvo e alimentado pelos outros. E por piedade a você deixarei comer um poço de meu saboroso peixe.
Claramente irritado Ton empunha seu machado que estava pendurado em suas costas e quando ameaça golpear Max, Punidor interfere segurando a mão do garoto e diz:
-Só estamos interessados em seu mapa!
Max ao observar o estado crítico de Punidor devido seus ferimentos recente e longa caminhada. Não teve dúvidas ao lançar um desafio.
-Não entregarei meu mapa de graça. E já faz tempo que eu não tenho uma boa diversão. Então faremos o seguinte. Vença-me em uma luta que te darei meu mapa.
Punidor empunha sua espada e diz:
-Está decidido!
Então saem da agradável caverna e se posicionam em uma pedra na encosta de um penhasco ao fim da praia. A pedra é oval e possui um chão largo e inclinado, superfície lisa e úmida e com as ondas chocando-se a uma das extremidades, ideal para uma luta amistosa. Então os guerreiros empunham suas espadas e cruzam uma com a outra.
-As regras são fáceis. Lutaremos até um de nós desistir ou até um de nós cair na areia da praia ou no mar perderá. Se eu vencer quero sua espada, se eu perder entrego meu mapa.
-Que seja. Não vou perder.
Diz Punidor com total convicção.
Eis que a luta começa. Max toma a iniciativa da luta com tudo o que pode, golpes poderosos e seguidos nas diagonais direita e esquerda alternados enquanto Punidor tenta se defender com seu escudo, porém mal consegue ficar em pé devido seus ferimentos devido a queda, exaustão pela viagem e fome. Ao perceber que esta prestes a cair, Punidor solta seu pesado escudo e consegue bloquear um fortíssimo golpe vertical que provavelmente definiria a luta.
Nesse momento Ton se cansa de assistir ao massacre de um homem habilidoso contra um totalmente em desvantagem que mal consegue empunhar sua espada. Um olhar odioso toma conta totalmente de seu rosto, empunha seu machado com tanta força que parece entortar o cabo firme de madeira maciça, range seus dentes ferozmente. Lembra-se agora de suas palavras de outrora e com toda sua convicção e energia de juventude ele diz:
-Não ficarei olhando apenas! ESSA BATALHA É MINHA!
E após tais palavras, salta para cima da pedra, se posiciona entre Punidor e Max, e pergunta:
-Esta esperando o que para começar? Farei você engolir suas palavras ao me chamar de moleque!
Então Punidor pega seu escudo, desce da pedra e se põe a observar a luta que estará prestes a começar.
-Gilbert. Olhe e aprenda como subjugar idiotas como este.
Fala Ton tirando sarro com a cara de Punidor.
-Cale a boca e vamos lutar moleque!
-Foi uma bela queda heim. Sorte de vocês eu ter achado essa cabana e pouco à frente ter achado vocês, os deuses devem estar ao seu lado. O que estavam fazendo para cair dessa altura?
-Apenas uma batalha em um momento inoportuno, nada demais.
Responde Punidor sendo o mais breve possível enquanto se levanta. Porém as dores em seu corpo não o permitem nada além de sentar-se.
-Whoa! Nada de movimentos bruscos, não percebe a situação em que esta? Você estava protegendo esse garoto, e isso lhe custou ainda mais ferimentos. Descanse por hoje, fique na cabana, logo partirei de qualquer forma.
Diz Max impedindo Punidor de levantar-se.
Sem falar uma palavra, o bravo guerreiro de armadura branca ignora suas dores e o conselho de Max e vai olhar a situação de Ton.
-Você é bem teimoso para um homem que esteve pra morrer. Me parece o tipo de homem que morre jovem, ainda mais tendo que proteger esse garoto. Ainda não sei seu nome guerreiro, mas tenho certeza que o fogo na serra e as explosões ocorridas nas proximidades da estrada das montanhas tem haver com esse tombo de vocês.
-Se quiser me chamar por algum nome, me chame Punidor Sagrado!
-Bem. Agora que vejo que pode se virar, o deixarei em paz e seguirei meu caminho. Então acho que isso é um provável adeus.
Diz Max e logo após deixa a cabana.
Pouco depois, Punidor se sente apto a olhar o ambiente ao redor da cabana e ao sair uma figura conhecida reaparece na copa de uma das árvores.
-Olha só se não é meu amigo camarada imortal Gilbert.
-Como me encontrou aqui Drew? O que quer?
-É assim que você trata seus bons amigos e camaradas como eu? Estou pasmo. ÓH! Não me admira aquele jovem não querer ficar junto de você.
-Ora cale-se.
-Esta vendo? Você não me ama mais?
Diz Drew sendo totalmente sarcástico.
-Eu sabia. Você só me usou seu cafajeste! Quero minha honra de volta! HAHAHAHAHA Ponha um sorriso nessa sua cara, afinal, você esta perdido. HAHAHAHAHA
Mesmo odiando ter que admitir, Punidor constata. Drew esta certo.
-O que seria de você sem mim? ÓH GRANDE E PODEROSO PALADINO DOS INDEFESOS! Sorte a sua aquele... É... Hum... Max né? É esse o nome dele? Ah é esse mesmo! MAX! Mas como estava dizendo, sorte a sua ele ter te encontrado semimorto. Mas é comum de você estar sempre semimorto. HAHAHAHA
-Já disse. CALE-SE!
Diz Punidor empunhando sua espada e a apontando para a àrvore.
-Não nobre cavaleiro. Definitivamente não é assim que se trata os amigos. Mas para provar que sou seu único e verdadeiro amigo que lhe quer muito bem do fundo do coração, vou te perguntar. Achou interessante também a tatuagem daquele rapaz?
-Sim. Mas não identifiquei ao certo. Parecia-me um Dragão.
-Mas olha só. Você não é de todo burro. Era um dragão sim. E acho que ele vem do leste. Mas me pergunto o por que da cicatriz encima do lindo desenho no peito daquele rapaz. Tanto trabalho para nada não acha? Desenhar aquele animal grande e imponente e depois uma cicatriz bem no local do desenho. Coitadinho... Deve ter sofrido tanto.
Diz Drew com uma expressão irônica de tristeza.
-Acho melhor voltar pra cabana oh grande Paladino dos pobres garotinhos órfãos. Não se preocupe, continuarei de olho na estrada e em você.
Então Punidor atende ao conselho de Drew e volta à cabana para esperar por Ton.
Pouco mais de uma hora se passou até que Ton acordasse. Sua expressão era de abatimento e decepção. Sentado na cama o garoto cerra seus punhos com muita força, sua face agora transmite dor e agonia, porém pode-se notar que ele não sente dor física.
-Não serei inútil novamente! Não me permito novamente ser um fardo! Como vingarei meu pai sendo tão fraco?
E uma lágrima cai de seu rosto molhando o cobertor cinza mofado que o cobria. E então ele olha para Punidor e diz:
-NUNCA MAIS ME SALVE ESTÁ OUVINDO? EU SEREI O PROXIMO A TE SALVAR! ESTA ESCUTANDO? EU NUNCA MAIS DEPENDEREI DE VOCÊ! EU VOU SUPERAR VOCÊ!
E com voz serena e calma Punidor responde.
-Não gaste energia com palavras tolas. Concentre-se em nossa situação atual já que perdemos nosso referencial e estamos perdidos. Arrume suas coisas, vamos partir o quanto antes e procurar os outros.
Foi então que Punidor lembrou-se ter visto um porta-mapa nas costas de Max ao vê-lo saindo. E ambos saem pela estrada estreita cercada por mata e sombreada pela copa das árvores.
Não muito se passou e logo avistaram uma praia. O sol brilhava forte e intenso agora, diferentemente da pequena estrada fresca e úmida. A areia amarela esbranquiçada quase queimava os pés de Punidor e Ton. O mar azul semitransparente convidava a um mergulho refrescante enquanto o vento fazia balançar alguns poucos coqueiros ali presentes, fazendo-os parecer dançar ao ritmo de cada onda do mar que se aproximava. Na extremidade norte da praia, podia-se observar um grande penhasco que delimitava o fim da praia. Bem ao longe podia-se ver um navio. Provavelmente o navio de Capitão Allandarus citado antes por Kazlu.
Não muito distantes dali, depois de caminhar poucos metros na direção que imaginavam ser a correta, puderam ver uma pequena caverna. Essa caverna seria perfeita para um descanso após algumas horas de caminhada. Coincidentemente, lá estava Max, deitado à sombra após aparentemente ter degustado um bom assado de peixe.
Ton pôde observar que ainda tinha sobrado do peixe que Max comera. Então ele se aproxima e pergunta:
-Senhor, esse peixe é seu?
-Ora ora, se não é o moleque do qual salvei a vida. E sim! Esse peixe é meu.
Responde Max sarcasticamente.
-Não me chame de moleque!
-Mas é o que você é. Um moleque que precisa ser salvo e alimentado pelos outros. E por piedade a você deixarei comer um poço de meu saboroso peixe.
Claramente irritado Ton empunha seu machado que estava pendurado em suas costas e quando ameaça golpear Max, Punidor interfere segurando a mão do garoto e diz:
-Só estamos interessados em seu mapa!
Max ao observar o estado crítico de Punidor devido seus ferimentos recente e longa caminhada. Não teve dúvidas ao lançar um desafio.
-Não entregarei meu mapa de graça. E já faz tempo que eu não tenho uma boa diversão. Então faremos o seguinte. Vença-me em uma luta que te darei meu mapa.
Punidor empunha sua espada e diz:
-Está decidido!
Então saem da agradável caverna e se posicionam em uma pedra na encosta de um penhasco ao fim da praia. A pedra é oval e possui um chão largo e inclinado, superfície lisa e úmida e com as ondas chocando-se a uma das extremidades, ideal para uma luta amistosa. Então os guerreiros empunham suas espadas e cruzam uma com a outra.
-As regras são fáceis. Lutaremos até um de nós desistir ou até um de nós cair na areia da praia ou no mar perderá. Se eu vencer quero sua espada, se eu perder entrego meu mapa.
-Que seja. Não vou perder.
Diz Punidor com total convicção.
Eis que a luta começa. Max toma a iniciativa da luta com tudo o que pode, golpes poderosos e seguidos nas diagonais direita e esquerda alternados enquanto Punidor tenta se defender com seu escudo, porém mal consegue ficar em pé devido seus ferimentos devido a queda, exaustão pela viagem e fome. Ao perceber que esta prestes a cair, Punidor solta seu pesado escudo e consegue bloquear um fortíssimo golpe vertical que provavelmente definiria a luta.
Nesse momento Ton se cansa de assistir ao massacre de um homem habilidoso contra um totalmente em desvantagem que mal consegue empunhar sua espada. Um olhar odioso toma conta totalmente de seu rosto, empunha seu machado com tanta força que parece entortar o cabo firme de madeira maciça, range seus dentes ferozmente. Lembra-se agora de suas palavras de outrora e com toda sua convicção e energia de juventude ele diz:
-Não ficarei olhando apenas! ESSA BATALHA É MINHA!
E após tais palavras, salta para cima da pedra, se posiciona entre Punidor e Max, e pergunta:
-Esta esperando o que para começar? Farei você engolir suas palavras ao me chamar de moleque!
Então Punidor pega seu escudo, desce da pedra e se põe a observar a luta que estará prestes a começar.
-Gilbert. Olhe e aprenda como subjugar idiotas como este.
Fala Ton tirando sarro com a cara de Punidor.
-Cale a boca e vamos lutar moleque!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Capítulo 8: Um dia frio.
Era uma suave e nublada manha de inverno, temperatura baixa o bastante para tornar as pontas dos dedos dormentes e a ponta do nariz avermelhada. Dali de cima podia ser ouvido com nitidez o assovio do vento quando se choca com a muralha de pedras daquele penhasco, o mar agredia as pedras violentamente, de forma a fazer ouvir sua fúria de muito longe. Mas nada disso fazia aquele jovem garoto de agora 15 anos parar de olhar para o horizonte como quem procura achar as respostas para sua existência, sim, aquele mesmo garoto de cabelos loiros e olhos verdes, mas agora, mais forte, mais ágil, e já parecia ter um ideal, não mais tímido ou com olhar confuso. E naquela atmosfera tênue e solitária, uma jovem garota aparece correndo na direção do garoto, luvas de lã, botas de couro acompanham seu lindo vestido azul com bordados brancos que davam um lindo destaque para seus cabelos pretos e pele clara, o nariz vermelho pelo frio, e um lindo sorriso capaz de aquecer a maior geleira que se possa existir.
-Desculpe a demora. Fizeram-me ensaiar a peça que irei apresentar para comemorar os bons frutos desse ano que esta para terminar.
E após alguns segundos de silêncio, o garoto pergunta:
-Lilih, por que você não é igual aos outros? 3 anos atrás você apareceu, sentou, eu te evitei, pedi pra ir embora mas você continuou aqui, quieta como disse que iria ficar, e dividimos toda uma tarde ensolarada. Por que você ainda aparece aqui? Por que você se importa?
E dessa vez foi a garota que fez silêncio, e após alguns um minuto aproximadamente, ela abraça o garoto que esta sentado na beira do penhasco e com um lindo sorriso e seus olhos negros e reluzentes ela diz:
-Seu nariz esta vermelho! HIHIHI
E pela primeira vez, o garoto da o lugar de sua seriedade para a timidez e fica sem graça. Porém, logo depois ele diz:
-Estou cansado de tudo e todos, de seus mundos hipócritas e tradições convenientes. Tenho vontade de acabar com todo esse veneno que me circunda, utilizando dessa raiva que foi criada em mim através dos anos. Mas você... Não consigo sentir raiva de você, não consigo entender o porquê você é diferente.
Nesse momento o garoto retira um frasco de tinta de seu bolso, e deixa uma gota cair sobre o chão coberto de neve e diz enquanto aponta para o pingado de tinta no chão de neve.
-Pode ver? O pingo de tinta sou eu.
Então Lilih tira o frasco tinta de sua mão e faz outro pingo ao lado e diz:
-E esse sou eu.
E enquanto os jovens conversavam, concentrados, não puderam perceber que um homem se aproximava. E este mesmo homem interrompe a conversa e diz:
-Bem que essas gotas poderiam ser de sangue. Talvez o significado fosse mais intenso não acham?
Um homem grande e forte se apresenta. Cabelos acinzentados curtos, pele branca escurecida por causa do sol que provavelmente o castigou ao longo dos anos, seu semblante estava calmo, e um leve sorriso se esboçava no rosto do homem que, apesar da aparência, era mais novo do que parecia. Usava uma armadura negra com detalhes dourados, em sua capa dourada, podia-se ver uma flor de pétalas negras e miolo roxo. Percebia-se uma bainha negra que escondia uma espada longa de punho negro metálico.
-Sou Sodoreon. E você é...
Antes que o homem pudesse terminar sua frase, o garoto o interrompe:
-Não é da sua conta! Você não deveria estar aqui.
-Você é muito agressivo moleque, eu gosto disso, gosto desse ódio em seu olhar, me faz querer fazer de você meu discípulo, você certamente tem potencial. Eu sei quem você é garoto, e sei o porquê de seu ódio. Junte-se a mim, e talvez de seu sangue nasça uma flor como quando seu sangue for derramado.
-Meu sangue não será derramado em um campo de batalha!
-Você tem fibra garoto, e tem tudo o que eu quero em um aprendiz. Sei que seu aniversario esta próximo, fará 16 anos, e assim, estará livre para decidir seu próprio destino. Então nos veremos, em exatas duas semanas, no dia de seu aniversario, para você decidir se usa essa raiva a seu favor e conquista o mundo ao meu lado ou se vive uma vida miserável a qual sabe que esta condenado. A escolha é sua!
Então o homem vira as costas e caminha até sumir no horizonte.
Só então o garoto percebe que Lilih estava pasma e assustada com as palavras de Sodoreon.
-Vo... cê não vai... ouvir o que esse homem disse não é?
-Como ele disse, não quero ser condenado a uma vida miserável junto daqueles que todos os dias desejo ver a cabeça rolar. Quero ser aquele que pune, aquele que dita as regras e condena. Aquele o qual os miseráveis temam ao ouvir o nome, aquele que causa a destruição. Aquele que trará um novo começo, para que pessoas como eu e você tenham um novo final.
-Mas... Mas...
-Vamos embora. Já vai anoitecer Lilih, eu te deixo em sua casa.
E então Lilih desfaz o semblante de preocupada e novamente coloca o sorriso rotineiro em seu rosto, mesmo sentindo que algo ruim pode acontecer.
-Sabe de uma coisa Lilih? Eu me pergunto se você sorri para todos ou somente quando esta comigo.
________________________X_________________________
Punidor sente alguns tapas em seu rosto e então acorda.
-Ei... ei... Acorde.
Diz o rapaz que acorda Punidor. Trajando um sobretudo preto sem manga, cabelos vermelhos e curtos semelhantes à fogueira da lareira da cabana, barba vermelha por fazer, olhos castanhos, calças pretas, e com uma tatuagem no peito que Punidor não pode identificar por não vê-la completamente.
-Você levou uma queda feia com aquele garoto. Pergunto-me o que estavam fazendo para cair dessa serra, mas com certeza deve ter haver com os fortes estrondos de ontem. Sorte a sua eu ter encontrado vocês dois próximos à estrada da floresta que vai para o mar.
E antes que Punidor pudesse perguntar onde estava Ton, o jovem homem fala.
-Muito prazer, me chamo Max Zagine.
-Desculpe a demora. Fizeram-me ensaiar a peça que irei apresentar para comemorar os bons frutos desse ano que esta para terminar.
E após alguns segundos de silêncio, o garoto pergunta:
-Lilih, por que você não é igual aos outros? 3 anos atrás você apareceu, sentou, eu te evitei, pedi pra ir embora mas você continuou aqui, quieta como disse que iria ficar, e dividimos toda uma tarde ensolarada. Por que você ainda aparece aqui? Por que você se importa?
E dessa vez foi a garota que fez silêncio, e após alguns um minuto aproximadamente, ela abraça o garoto que esta sentado na beira do penhasco e com um lindo sorriso e seus olhos negros e reluzentes ela diz:
-Seu nariz esta vermelho! HIHIHI
E pela primeira vez, o garoto da o lugar de sua seriedade para a timidez e fica sem graça. Porém, logo depois ele diz:
-Estou cansado de tudo e todos, de seus mundos hipócritas e tradições convenientes. Tenho vontade de acabar com todo esse veneno que me circunda, utilizando dessa raiva que foi criada em mim através dos anos. Mas você... Não consigo sentir raiva de você, não consigo entender o porquê você é diferente.
Nesse momento o garoto retira um frasco de tinta de seu bolso, e deixa uma gota cair sobre o chão coberto de neve e diz enquanto aponta para o pingado de tinta no chão de neve.
-Pode ver? O pingo de tinta sou eu.
Então Lilih tira o frasco tinta de sua mão e faz outro pingo ao lado e diz:
-E esse sou eu.
E enquanto os jovens conversavam, concentrados, não puderam perceber que um homem se aproximava. E este mesmo homem interrompe a conversa e diz:
-Bem que essas gotas poderiam ser de sangue. Talvez o significado fosse mais intenso não acham?
Um homem grande e forte se apresenta. Cabelos acinzentados curtos, pele branca escurecida por causa do sol que provavelmente o castigou ao longo dos anos, seu semblante estava calmo, e um leve sorriso se esboçava no rosto do homem que, apesar da aparência, era mais novo do que parecia. Usava uma armadura negra com detalhes dourados, em sua capa dourada, podia-se ver uma flor de pétalas negras e miolo roxo. Percebia-se uma bainha negra que escondia uma espada longa de punho negro metálico.
-Sou Sodoreon. E você é...
Antes que o homem pudesse terminar sua frase, o garoto o interrompe:
-Não é da sua conta! Você não deveria estar aqui.
-Você é muito agressivo moleque, eu gosto disso, gosto desse ódio em seu olhar, me faz querer fazer de você meu discípulo, você certamente tem potencial. Eu sei quem você é garoto, e sei o porquê de seu ódio. Junte-se a mim, e talvez de seu sangue nasça uma flor como quando seu sangue for derramado.
-Meu sangue não será derramado em um campo de batalha!
-Você tem fibra garoto, e tem tudo o que eu quero em um aprendiz. Sei que seu aniversario esta próximo, fará 16 anos, e assim, estará livre para decidir seu próprio destino. Então nos veremos, em exatas duas semanas, no dia de seu aniversario, para você decidir se usa essa raiva a seu favor e conquista o mundo ao meu lado ou se vive uma vida miserável a qual sabe que esta condenado. A escolha é sua!
Então o homem vira as costas e caminha até sumir no horizonte.
Só então o garoto percebe que Lilih estava pasma e assustada com as palavras de Sodoreon.
-Vo... cê não vai... ouvir o que esse homem disse não é?
-Como ele disse, não quero ser condenado a uma vida miserável junto daqueles que todos os dias desejo ver a cabeça rolar. Quero ser aquele que pune, aquele que dita as regras e condena. Aquele o qual os miseráveis temam ao ouvir o nome, aquele que causa a destruição. Aquele que trará um novo começo, para que pessoas como eu e você tenham um novo final.
-Mas... Mas...
-Vamos embora. Já vai anoitecer Lilih, eu te deixo em sua casa.
E então Lilih desfaz o semblante de preocupada e novamente coloca o sorriso rotineiro em seu rosto, mesmo sentindo que algo ruim pode acontecer.
-Sabe de uma coisa Lilih? Eu me pergunto se você sorri para todos ou somente quando esta comigo.
________________________X_________________________
Punidor sente alguns tapas em seu rosto e então acorda.
-Ei... ei... Acorde.
Diz o rapaz que acorda Punidor. Trajando um sobretudo preto sem manga, cabelos vermelhos e curtos semelhantes à fogueira da lareira da cabana, barba vermelha por fazer, olhos castanhos, calças pretas, e com uma tatuagem no peito que Punidor não pode identificar por não vê-la completamente.
-Você levou uma queda feia com aquele garoto. Pergunto-me o que estavam fazendo para cair dessa serra, mas com certeza deve ter haver com os fortes estrondos de ontem. Sorte a sua eu ter encontrado vocês dois próximos à estrada da floresta que vai para o mar.
E antes que Punidor pudesse perguntar onde estava Ton, o jovem homem fala.
-Muito prazer, me chamo Max Zagine.
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