quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Capitulo 9: O guerreiro do leste.

Uma velha cabana abandonada. De fato era uma velha cabana abandonada aos cuidados de um desconhecido onde estavam descansando Punidor e Ton . Cinzas ainda quentes do que parecia ser uma fogueira na lareira bem na parede à direita da porta de entrada, um belo banco de madeira meio desgastada estava à frente da lareira, e logo ao lado do bando estava a cama onde ainda descansava Ton. Punidor estava deitado em um carpete entre o banco e a lareira, e acordara com os raios de sol que passava pela fina cortina da janela ao lado da cama e reincidia bem em seu rosto. Max permanecia sentado no banco esperando-os levantar.
-Foi uma bela queda heim. Sorte de vocês eu ter achado essa cabana e pouco à frente ter achado vocês, os deuses devem estar ao seu lado. O que estavam fazendo para cair dessa altura?
-Apenas uma batalha em um momento inoportuno, nada demais.
Responde Punidor sendo o mais breve possível enquanto se levanta. Porém as dores em seu corpo não o permitem nada além de sentar-se.
-Whoa! Nada de movimentos bruscos, não percebe a situação em que esta? Você estava protegendo esse garoto, e isso lhe custou ainda mais ferimentos. Descanse por hoje, fique na cabana, logo partirei de qualquer forma.
Diz Max impedindo Punidor de levantar-se.
Sem falar uma palavra, o bravo guerreiro de armadura branca ignora suas dores e o conselho de Max e vai olhar a situação de Ton.
-Você é bem teimoso para um homem que esteve pra morrer. Me parece o tipo de homem que morre jovem, ainda mais tendo que proteger esse garoto. Ainda não sei seu nome guerreiro, mas tenho certeza que o fogo na serra e as explosões ocorridas nas proximidades da estrada das montanhas tem haver com esse tombo de vocês.
-Se quiser me chamar por algum nome, me chame Punidor Sagrado!
-Bem. Agora que vejo que pode se virar, o deixarei em paz e seguirei meu caminho. Então acho que isso é um provável adeus.
Diz Max e logo após deixa a cabana.
Pouco depois, Punidor se sente apto a olhar o ambiente ao redor da cabana e ao sair uma figura conhecida reaparece na copa de uma das árvores.
-Olha só se não é meu amigo camarada imortal Gilbert.
-Como me encontrou aqui Drew? O que quer?
-É assim que você trata seus bons amigos e camaradas como eu? Estou pasmo. ÓH! Não me admira aquele jovem não querer ficar junto de você.
-Ora cale-se.
-Esta vendo? Você não me ama mais?
Diz Drew sendo totalmente sarcástico.
-Eu sabia. Você só me usou seu cafajeste! Quero minha honra de volta! HAHAHAHAHA Ponha um sorriso nessa sua cara, afinal, você esta perdido. HAHAHAHAHA
Mesmo odiando ter que admitir, Punidor constata. Drew esta certo.
-O que seria de você sem mim? ÓH GRANDE E PODEROSO PALADINO DOS INDEFESOS! Sorte a sua aquele... É... Hum... Max né? É esse o nome dele? Ah é esse mesmo! MAX! Mas como estava dizendo, sorte a sua ele ter te encontrado semimorto. Mas é comum de você estar sempre semimorto. HAHAHAHA
-Já disse. CALE-SE!
Diz Punidor empunhando sua espada e a apontando para a àrvore.
-Não nobre cavaleiro. Definitivamente não é assim que se trata os amigos. Mas para provar que sou seu único e verdadeiro amigo que lhe quer muito bem do fundo do coração, vou te perguntar. Achou interessante também a tatuagem daquele rapaz?
-Sim. Mas não identifiquei ao certo. Parecia-me um Dragão.
-Mas olha só. Você não é de todo burro. Era um dragão sim. E acho que ele vem do leste. Mas me pergunto o por que da cicatriz encima do lindo desenho no peito daquele rapaz. Tanto trabalho para nada não acha? Desenhar aquele animal grande e imponente e depois uma cicatriz bem no local do desenho. Coitadinho... Deve ter sofrido tanto.
Diz Drew com uma expressão irônica de tristeza.
-Acho melhor voltar pra cabana oh grande Paladino dos pobres garotinhos órfãos. Não se preocupe, continuarei de olho na estrada e em você.
Então Punidor atende ao conselho de Drew e volta à cabana para esperar por Ton.
Pouco mais de uma hora se passou até que Ton acordasse. Sua expressão era de abatimento e decepção. Sentado na cama o garoto cerra seus punhos com muita força, sua face agora transmite dor e agonia, porém pode-se notar que ele não sente dor física.
-Não serei inútil novamente! Não me permito novamente ser um fardo! Como vingarei meu pai sendo tão fraco?
E uma lágrima cai de seu rosto molhando o cobertor cinza mofado que o cobria. E então ele olha para Punidor e diz:
-NUNCA MAIS ME SALVE ESTÁ OUVINDO? EU SEREI O PROXIMO A TE SALVAR! ESTA ESCUTANDO? EU NUNCA MAIS DEPENDEREI DE VOCÊ! EU VOU SUPERAR VOCÊ!
E com voz serena e calma Punidor responde.
-Não gaste energia com palavras tolas. Concentre-se em nossa situação atual já que perdemos nosso referencial e estamos perdidos. Arrume suas coisas, vamos partir o quanto antes e procurar os outros.
Foi então que Punidor lembrou-se ter visto um porta-mapa nas costas de Max ao vê-lo saindo. E ambos saem pela estrada estreita cercada por mata e sombreada pela copa das árvores.
Não muito se passou e logo avistaram uma praia. O sol brilhava forte e intenso agora, diferentemente da pequena estrada fresca e úmida. A areia amarela esbranquiçada quase queimava os pés de Punidor e Ton. O mar azul semitransparente convidava a um mergulho refrescante enquanto o vento fazia balançar alguns poucos coqueiros ali presentes, fazendo-os parecer dançar ao ritmo de cada onda do mar que se aproximava. Na extremidade norte da praia, podia-se observar um grande penhasco que delimitava o fim da praia. Bem ao longe podia-se ver um navio. Provavelmente o navio de Capitão Allandarus citado antes por Kazlu.
Não muito distantes dali, depois de caminhar poucos metros na direção que imaginavam ser a correta, puderam ver uma pequena caverna. Essa caverna seria perfeita para um descanso após algumas horas de caminhada. Coincidentemente, lá estava Max, deitado à sombra após aparentemente ter degustado um bom assado de peixe.
Ton pôde observar que ainda tinha sobrado do peixe que Max comera. Então ele se aproxima e pergunta:
-Senhor, esse peixe é seu?
-Ora ora, se não é o moleque do qual salvei a vida. E sim! Esse peixe é meu.
Responde Max sarcasticamente.
-Não me chame de moleque!
-Mas é o que você é. Um moleque que precisa ser salvo e alimentado pelos outros. E por piedade a você deixarei comer um poço de meu saboroso peixe.
Claramente irritado Ton empunha seu machado que estava pendurado em suas costas e quando ameaça golpear Max, Punidor interfere segurando a mão do garoto e diz:
-Só estamos interessados em seu mapa!
Max ao observar o estado crítico de Punidor devido seus ferimentos recente e longa caminhada. Não teve dúvidas ao lançar um desafio.
-Não entregarei meu mapa de graça. E já faz tempo que eu não tenho uma boa diversão. Então faremos o seguinte. Vença-me em uma luta que te darei meu mapa.
Punidor empunha sua espada e diz:
-Está decidido!
Então saem da agradável caverna e se posicionam em uma pedra na encosta de um penhasco ao fim da praia. A pedra é oval e possui um chão largo e inclinado, superfície lisa e úmida e com as ondas chocando-se a uma das extremidades, ideal para uma luta amistosa. Então os guerreiros empunham suas espadas e cruzam uma com a outra.
-As regras são fáceis. Lutaremos até um de nós desistir ou até um de nós cair na areia da praia ou no mar perderá. Se eu vencer quero sua espada, se eu perder entrego meu mapa.
-Que seja. Não vou perder.
Diz Punidor com total convicção.
Eis que a luta começa. Max toma a iniciativa da luta com tudo o que pode, golpes poderosos e seguidos nas diagonais direita e esquerda alternados enquanto Punidor tenta se defender com seu escudo, porém mal consegue ficar em pé devido seus ferimentos devido a queda, exaustão pela viagem e fome. Ao perceber que esta prestes a cair, Punidor solta seu pesado escudo e consegue bloquear um fortíssimo golpe vertical que provavelmente definiria a luta.
Nesse momento Ton se cansa de assistir ao massacre de um homem habilidoso contra um totalmente em desvantagem que mal consegue empunhar sua espada. Um olhar odioso toma conta totalmente de seu rosto, empunha seu machado com tanta força que parece entortar o cabo firme de madeira maciça, range seus dentes ferozmente. Lembra-se agora de suas palavras de outrora e com toda sua convicção e energia de juventude ele diz:
-Não ficarei olhando apenas! ESSA BATALHA É MINHA!
E após tais palavras, salta para cima da pedra, se posiciona entre Punidor e Max, e pergunta:
-Esta esperando o que para começar? Farei você engolir suas palavras ao me chamar de moleque!
Então Punidor pega seu escudo, desce da pedra e se põe a observar a luta que estará prestes a começar.
-Gilbert. Olhe e aprenda como subjugar idiotas como este.
Fala Ton tirando sarro com a cara de Punidor.
-Cale a boca e vamos lutar moleque!

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