quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Capítulo 7: Reencontro

Lentamente os olhos de Punidor abrem, e com a visão ainda embaçada, ele percebe as luzes de mais um raiar do sol na janela de seu quarto clareando as paredes frias e cinzas de pedra, o vermelho do carpete reluzente fazia arder seus olhos, e sua cama de madeira ainda parecia muito confortável e acolhedora. E ali estava Zangor, sentado em um sofá luxuoso de estofado vermelho com os pés de madeira com detalhes em dourado e almofadas douradas.
-Desculpe se lhe acordei Gilbert.
Diz o cabisbaixo escudeiro já trajando sua armadura e sempre empunhando seu escudo azul espelhado com o símbolo de uma cabeça de bode com chifres espiralados.
-Eu acordei com o sol, não se preocupe. Mas quanto a você? Esta a muito tempo me esperando?
-Não. Eu acordei com a luz do sol.
-Estou pronto para partir senhor Gilbert.
-Estarei pronto em alguns instantes, e, por favor, não me chame de senhor.
-Já está tudo preparado senh... Gilbert. Te esperarei na porta do quarto.
Passados alguns minutos, Punidor sai de seu quarto e é guiado por Zangor até o salão principal do castelo onde Iliam os esperava trajando sua característica armadura dourada, símbolo de realeza.
-Todos os preparativos de sua viagem estão prontos Gilbert, você e Zangor podem seguir tranqüilamente. Os cavalos só servirão até o vilarejo de Silmarath. Designei Eddie RedSilver para acompanhar-lhes, pois Gilbert está com sua memória afetada, e Zangor é um estrangeiro que reside esse país à pouco tempo.
Punidor, após ouvir o nome de Eddie, lembra-se de que ele estava junto a Chris e Ton antes de vir ao castelo real de Iliam. Então Punidor se apressa para ir de encontro à casa de Ton.
-Façam boa viagem caveleiros, a propósito, esse é seu escudo Gilbert, seu escudo herdado de Dantor, só é capaz de dar a maestria que ele exige. Boa viagem!
O escudo era azulado como a lâmina da espada q Punidor empunhava, possuía o símbolo real de Gunigard, em formato hexagonal, longo, capaz de ser rotacionado dando proteção transversal. O símbolo de Gunigard está esculpido no centro do escudo onde é revestido de granito esbranquiçado. Um exímio equipamento de defesa.
Meio sem jeito, Punidor empunha o escudo sentindo o peso de seu novo equipamento, monta em seu cavalo e segue diante. Quando chega aos grandes portões destruídos da cidade de Gunigard, Punidor observa que duas jovens pessoas bloqueiam a estrada. Eram Chris e Ton.
-Vamos com você Punidor.
Diz Ton, segurando seu machado de o cabo refeito em uma das mãos apoiando o corpo do machado em seu ombro, vestindo sua camisa aberta mostrando as faixas que agora circundavam seu tronco compondo seu curativo.
-Vocês não irão a lugar algum. Chris ainda esta machucada devido à explosão da igreja, e Ton... olhe pra você, mal sabe usar essa arma que empunha mostrando tanto orgulho. Vocês ficarão.
Diz Zangor, franzindo sua testa e se impondo diante dos garotos.
-Eu cuidarei deles Zangor, eles não podem ficar por conta própria. Como estou designado a guiar vocês, só o farei se esses garotos forem comigo! Admira-me você dizer isso Zagor. Esqueceu o propósito de seu escudo? Pretende usá-lo apenas em pro de sua vingança?
Zangor entende e aceita as palavras do sábio Eddie e, desta forma, permite que os garotos os acompanhem.
Indiferente a essa discussão que se seguia, Punidor pede para que Eddie indique e guie o grupo pelo caminho longo até a vila de Silmarath. E logo o sábio guerreiro (como era conhecido) RedSilver já toma a estrada rumo ao leste assumindo seu fardo de guia. Seguiram Eddie e Chris em um dos cavalos, Zangor e Ton em outro, e Punidor sozinho em sua montaria com Ícaro os seguindo.
Ainda com a morte da jovem camareira e com a explosão repassando em sua cabeça momento após momento, Punidor distrai-se enquanto todos montam o acampamento da primeira noite de viagem e nem percebe a jovem Chris é recebe um golpe acidental de Ton, que estava ali aprimorando suas habilidades com machado, e cai . Ao olhar para ela, instintivamente Punidor fala.
-Não olha por onde anda garota?
Chris então se ajoelha, deixa seus longos cabelos loiros caírem em seu rosto e mantém uma expressão fria quando Ton lhe estica o braço e, olhando para Punidor com ama expressão de nojo diz.
-Ela é cega! E mesmo assim o único que não olha à própria volta é você. Gilbert!
Percebendo a ironia de ser chamado de Gilbert por Ton, Punidor levanta-se, e adentra a floresta à beira da estrada, fixa sua tocha não muito longe do acampamento, senta-se na beira de uma árvore e se põe a pensar.
-Por que veio pra cá irmãozão?
Diz Chris surpreendendo Punidor que fica sem entender como a jovem chegou até ele, e antes que Punidor diga qualquer coisa, Chris coloca as mãos em seu rosto e fala:
-Eu te perdôo irmãozão, sei que você não se lembra de mim, você esta machucado ainda, tudo bem se você ainda não se lembra de mim. Eu segui você sentindo o chão mais macio por onde você passou e logo mais o leve calor que a tocha me fez sentir me deu certeza que havia alguém próximo. Então eu sabia que você estava perto. Mas eu pensei que você estava sozinho. Quem esta com você irmãozão?
Punidor se levanta, empunha sua espada, olha para os lados, mas tudo o que enxerga é escuridão, masao olhar para cima, vê Drew, deitado em um dos galhos de uma grande arvore, disfarçando a risada. Então Punidor se despreocupa e volta para o acampamento, pois precisa descansar para prosseguir a viagem.
Após três dias caminhando em um ritmo calmo pela estrada que se alterna entre campos abertos e vastos, e profundas e densas florestas, os viajantes chegam a Silmarath. Porém, a vila que deveria ser um centro comercial, de venda e troca de mercadorias, nada mais era do que um monte de cinzas e corpos queimados e ensangüentados.
Zangor desce de seu cavalo, sem perceber ainda o ambiente à sua volta, amarra o cavalo de todos e vira-se dizendo:
-Prontinho, já podemos procurar algum lugar para deixarmos os cava...
Nesse momento Zangor se da conta da destruição que fora ocasionada. E então ele caminha lentamente em direção ao centro da vila, onde antes era uma praça florida e arborizada, tudo o que sobrou foram cinzas, terra queimada e corpos, uma pilha de corpos, como se uma execução tivera acontecido ali. Zangor então fica estagnado, a face de seu escudo fica virada para o chão refletindo a luz do sol claro e intenso das ultimas horas da manha. O cheiro do sangue ainda úmido na terra causa uma atmosfera densa, trazendo a presença de moscas vindas dos arredores do vilarejo. Zangor ficou estagnado, de tal forma que sua espada de lâminas prateadas toca sua ponta no chão.
Enquanto isso, Punidor e os demais já estavam um pouco à frente, e sem perceber o atraso de Zangor, o grupo atravessa a pequena ponte de madeira que atravessa o rio que passa na extremidade leste da vila, então Eddie fala:
-É evidente que estamos atrasados. Acho que não preciso lembrar-lhes de que estamos lidando com mercenários que matam por prazer. Teremos de ganhar tempo, desceremos pelo desfiladeiro até alcançarmos o fim da serra e finalmente chegar nas praias próximas à cidade porto de Mansúria. Será um caminho difícil e estreito, mas se tudo estiver calmo, poderemos ainda aproveitar a vista para o mar.
Logo à frente o caminho se bifurcou, e o grupo seguiu Eddie pela direita. Poucos metros à frente e eles já estavam caminhando em uma estrada estreita, que mal passavam 4 pessoas lado a lado. Ao lado direito podia-se ver uma queda íngreme, com algumas arvores na encosta da cerra, até que termina em uma floresta metros abaixo.
Zangor alcança os outros após alguns minutos, mas calado, deixando seus longos cabelos negros caírem sobre seu rosto branco. Cabisbaixo, a sombra se seus cabelos tampavam seu olhar, era nítido, algo estava errado. E logo mais à frente, já no final da tarde, quando todos podiam ver os raios de sol, vindos do por do sol na serra, atingirem as águas da primeira praia que surge, Chris para de caminhar e diz:
-Algo esta errado, pude ouvir um breve ruído.
Então pouco à frente, em umas arvores que se encontram imediatamente à direita da estrada começam a incendiar-se. Então, quando todos ainda pensavam no que poderia ter ocasionado o incêndio, surge Kazlu vindo da direção onde as arvores estavam em chamas.
-Não à saída para vocês! GILBERT! Já que aquele sacerdote incompetente não pode colocar um fim em sua existência patética, eu o farei.
Mas antes que Punidor pudesse tomar iniciativa do combate, Zangor solta um grito avassalador, e com toda sua fúria, ele ergue a cabeça, seu olhar calmo e sereno se transforma em um olhar odioso e de fúria e empunhando seu escudo e sua espada, ele investe contra Kazlu, usando apenas de sua força, sem se preocupar com defesa ou ataque, parecendo estar descontrolado.
Os golpes de Zangor eram desordenados, mas poderosos dentre espadadas e escudadas, consecutivas e desordenadas. Kazlu estava sendo encurralado, cada novo golpe de Zangor levava Kazlu a dar um passo para traz. Vendo que a batalha poderia se encerrar com a vitória de Zangor, Ton resolve investir contra Kazlu tentando ajudar o companheiro, porem, antes de chegar próximo a Kazlu, Ton é surpreendido por uma escudada desferida por Zangor, que lhe acerta a cabeça, jogando Ton contra a parede montanhosa oposta ao desfiladeiro, e, desta forma, Ton cai, um pouco grogue, ma se levantando vagarosamente.
Com a pequena desatenção gerada por Ton, Kazlu foi capaz de golpear por duas vezes Zangor com seus poderosos punhos, um golpe na altura do abdome, e outro no rosto, fazendo Zangor cair. Então Kazlu, se dirigindo contra Punidor diz:
-Maldito seja esse seu amigo. Agora somos eu e vo...
Antes de terminar sua fala, Kazlu recebera um forte golpe em suas costas, parecendo ter sido atingido por uma investida de um bode.
Ton estava a se levantar, Punidor estava a observar a luta analisando todos os movimentos da batalha, Eddie estava a proteger Chris que estava sentada segurando Ícaro em seu colo quando a pequena jovem vira-se em direção à praia no momento em que um forte estrondo pode ser ouvido juntamente com um clarão visto ao longe, como uma pequena faísca incendiando uma folha de papel.
Então um zunido apavorante foi ouvido, e um forte impacto foi sentido, fazendo tremer aquela parte da cerra, deixando pedras e terra caindo sobre a estrada e sobre os ali presentes.
-Esse Capitão Allandarus realmente cumpriu o que disse. Ele pode mesmo acertar um tiro dessa distancia.
Fala Kazlu um pouco impressionado.
Mais disparos puderam ser percebidos, e rapidamente, percebendo que cada tiro era se aproximava mais do alvo, Punidor correu para perto de Ton, que era o único em pé, e pulou no garoto, projetando seu ombro contra a barriga de Ton, no mesmo instante em que um dos tiros acerta a estrada, causando um buraco bem na trajetória da queda de Punidor. Então Punidor cai rolando pelo desfiladeiro, envolvendo Ton para minimizar os ferimentos que ele inevitavelmente sofreria durante a rolagem.
Após muitos metros rolando abaixo em direção à floresta nas encostas da serra, Punidor abre os olhos, deitado de costas ele pode ver que Ton está desacordado, mas aparentemente bem, então se entrega à exaustão, e cerra os olhos, observando o céu levemente claro e estrelado com o inicio da noite que adentrava.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Capítulo 6: Uma nova jornada

Punidor seguia em diante, passando pelos subúrbios da cidade enquanto a noite levemente caia deixando o cair o leve sereno sobre a armadura branca do nobre guerreiro. Ele então passa pelos destroços do que antes era uma grande e imponente igreja. Observa atentamente os destroços e encontra Drew sentado no que havia sobrado da torre do sino e antes que Punidor pudesse dizer qualquer coisa Drew já interveio com um comentário:
-Que belo estrago Djarum fez aqui. Ele nunca perde a maestria, mais um grande trabalho de um gênio.
Punidor ouve o grito de Drew e sobe as escadarias da então destruída igreja.
-Gênio? Grande trabalho? É assim que você define esse massacre?
-Eu apenas acho que ninguém dentre esses que morreram eram inocentes. Mas não vamos brigar, afinal de contas somos dois amigos próximos.
-Não vou mais perder meu tempo com você.
-Me magoa ouvir essas palavras de você caro amigo. Gostaria de ficar aqui e conversar sobre meus amigos membros da Lótus Negra mas creio que tomaria demais seu precioso tempo. Até mais ver companheiro.
Então Punidor se põe a pensar levando em conta um provável blefe de Drew. Porém em contrapartida Drew, mesmo com seu jeito sarcástico, jamais dera uma falsa pista, pelo contrario, todas suas palavras foram cruciais para momentos decisivos como durante a luta contra Joe Tristan.
-Me fale o que você sabe Drew. Me ajude a fazê-los pagar pelo acontecido.
-Bom meu caro amigo, vou lhe falar o que sei. A começar pelo nome Lótus Negra. Existe a lenda de que depois de toda grande guerra já travada entre duas forças numerosas e grandiosamente habilidosas, onde os melhores guerreiros pereceram, nascia uma flor negra. Uma flor negra que crescia regada pelo sangue nobre derramado nas terras que presenciaram essas grandiosas batalhas, o sangue dos melhores guerreiros. Essa flor era uma lótus de cor negra.
-Um nome épico para um grupo de mercenários.
-A não, não. Não são apenas mercenários. Seus ideais não são apenas ganhar riquezas a troco de matanças. Pode ter certeza que quando eles estão envolvidos algo muito grande está por trás. Eles almejam poder, almejam satisfazer seu desejo intenso por sangue, inocente ou não, isso não importa.
-Por que está me contando isso?
-Você já tem seus motivos para querer matá-los, eles são maus e odiosos, isso é motivo o suficiente para você correto? Eu tenho os meus para querer a destruição deles, então... Acho que somos companheiros nisso nobre guerreiro.
-Me diga, o que você tem contra a Lótus Negra?
Antes que Drew respondesse sua pergunta, Punidor ouve uma voz nada familiar de alguém que se aproxima.
-Gilbert. Senhor Gilbert.
Percebendo que alguém estava falando consigo, Punidor vira-se e depara-se com um jovem guerreiro, alto e forte, cabelo longo e liso que escorre por seu rosto mesclando-se com sua barba também preta. Seus olhos azuis dão uma expressão confusa ao seu rosto. Ele usa uma espada longa de laminas reluzentes lembrando a espada que Punidor empunha e um escudo bastante peculiar, em formato de torre mas um pouco maior e alongado que os escudos normais, claramente seu material azulado era diferente que ferro comum, e em seu centro podia-se ver o símbolo, uma cabeça de bode de longos cornos encaracolados.
-Lembro-me de você. Você estava junto com a comissão do rei Iliam.
-Sim, ele me enviou para procurá-lo senhor. A propósito, há mais alguém aqui para nos acompanhar?
Punidor olhou para os lados e não mais viu Drew, tudo o que sua visão abrangia era os destroços da igreja e a luz vermelha do sol poente que refletia nos cacos das vidraças quebradas após a grande catástrofe.
-Somos só nós dois, e não me chame de senhor, pode me chamar de Punidor, ou mesmo de Gilbert já que todos falam que sou esse Gilbert.
-Esta bem, a propósito, me chamo Zangor.
Os dois cavaleiros seguem em direção ao castelo de Gunigard enquanto o sol se põe vagarosamente deixando a escuridão tomar conta das ruas, tornando cada vez mais forte a luz das tochas espalhadas nas ruas e das estrelas espalhadas pelo céu.
Ao chegarem aos portões de acesso ao castelo, puderam ver que rei Iliam estava a esperar pelos dois guerreiros.
-Seja bem vindo Gilbert. Entre, sinta-se em casa, acomode-se, tome um banho e vamos para o jantar, você deve estar faminto. Nos encontraremos durante o jantar e conversaremos.
Então Punidor segue o servente do castelo direto até o quarto designado a ser seus aposentos, entra e vai tomar seu banho. Pensando no que Drew havia lhe contado, Punidor nem repara o caminho que tomara até seu quarto e após estar pronto para o jantar, tenta se direcionar ao salão de jantar, mas se perde nos corredores e tudo o que encontra é uma sala com cinco quadros na parede com a figura de alguns guerreiros que mereceram destaque durante a história.
-Este no centro é Dantor. E imadiatamente à direita de Dantor esta você Gilbert.
Disse Iliam ao surpreender Punidor.
-Realmente se parece muito comigo, alteza.
-Sem formalidades meu rapaz, me trate apenas por Iliam.
-Você sempre foi muito bom com seu escudo, defendendo e contra atacando seus adversários. Espero que Zangor possa ser tão bom quanto você. Vejo que esta sem seu escudo, isso não é problema, vamos providenciar um novo. Agora vamos ao jantar tratar do que realmente nos interessa.
Uma mesa farta com uma variedade interminável de verduras e carnes estava posta. Possuía acentos para cinco pessoas de cada lado juntamente com uma cadeira posicionada à cabeceira da mesa. Um forro vermelho com pontas douradas cobria a mesa cobrindo-a interinamente, castiçais dourados com velas acesas garantiam a iluminação da mesa juntamente com tochas nas paredes para iluminar o restante do salão.
Após começarem a refeição, Zangor se serviu de um suculento pernil e se deliciava enquanto tomava seu malte de cerveja em sua caneca. Enquanto isso Iliam dizia.
-Gilbert, eu não apenas o chamei aqui para falar sobre o grupo de mercenários Lótus Negra, tão menos o chamei para deliciar-se das guloseimas reais. Convidei-lhe pois preciso perdi-lhe um favor nobre cavaleiro e espero que possa honrar o brasão que carrega junto a sua armadura. Vivemos atualmente uma situação de crise, perdemos nosso símbolo de orgulho e poder, e nossa nação agora esta abalada.
-Entendo. Mas para que necessariamente precisa de mim?
-Constantemente estamos sendo saqueadas, por esses mercenários, vilas inteiras dizimadas e queimadas, pessoas inocentes morrendo. Isso deve parar. Porem, após esse nítido golpe em nosso orgulho, temo que o próximo ataque deles acontecerá em Mansuria. Um carregamento muito valioso esta chegando, creio que eles tenham essa informação, e logo estarão também tentando saqueá-lo.
Lembrando das palavras de Drew anteriormente, lembrando do rosto da jovem camareira morta por Joe Tristan, e da explosão da igreja, Punidor sente-se no dever se aceitar essa missão, pois somente assim poderia defrontar-se novamente contra os inimigos que já cruzou.
-Ótimo cavaleiro. Designarei Zangor para lhe acompanhar. Descanse e prepara-se para partir amanha.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Capítulo 5: Uma lição para Ton

Agora a grande catedral que levava consigo o orgulho de Gunigard se transformou em um imenso túmulo feito de escombros cobertos por telhas azuis despedaçadas.

Olhando para o que sobrou da grande construção, ao mesmo tempo em que se levanta apoiando sua mão direita no chão agora molhado numa mistura de lagrimas, suor e sangue, Ton agora expressava um ódio antes jamais sentido. Determinado em achar os culpados e fazer vingança, Ton respira fundo, sussurra algumas palavras como quem faz uma ultima despedida, e desce as escadarias seguindo a direção de sua casa.

Punidor se levanta tomando a então desacordada Chris em seus braços e mesmo podendo observar a dor e o sofrimento de Ton, resolveu não interferir, pois poucos dias atrás também sentira o mesmo sentimento, ninguém mais do que Punidor para entender o que Ton sentia.

A guarda real de Gunigard aparecera após alguns minutos, era o próprio rei Iliam quem liderava a cavalaria. Então Iliam se aproxima de Punidor, e observando Chris em seus braços, e a armadura que Punidor vestia, ele pergunta:

-Gilbert? Você esta vivo?

-Temo não ser essa pessoa que fala apesar de não lembrar nem ao menos meu próprio nome. Mas me chame de Punidor Sagrado.

-Você veste as mesmas armadura que pertenceu a Dantor e à Gilbert que era seu melhor pupilo e provável sucessor e carrega em seus braços a irmã mais nova de Gilbert da mesma forma em que ele carregava-a quando ela adormecia na milícia durante as reuniões que adentravam à noite. Você possui o mesmo rosto de Gilbert. Você deve sim ser Gilbert, estou grato que ainda esteja vivo, embora seu cabelo esteja maior do que oito dias atrás.

Rei Iliam era um homem de meia idade, pele branca um pouco avermelhada talvez por suas longas campanhas e viagens, aparentemente entre trinta e oito e quarenta e três anos, longos cabelos castanhos claros, cavanhaque, rosto sério e pouco envelhecido podendo se perceber apenas alguns traços pouco enrugados na testa e próximo aos seus olhos cor de mel, estava vestido com sua característica armadura dourada com o a face de um leão forjada no peitoral (a mesma marca da armadura de Punidor), montado em seu cavalo branco com uma armadura também dourada.

Mas mesmo fazendo valer a sua presença perante Punidor, o grande rei de Gunigard, Iliam, não conseguiu prender a atenção de Punidor que fixava sua atenção no pedaço de capa rasgada que balançava devido o vento e que pertencia ao sacerdote com quem lutara. Então Punidor decide pegar o pedaço de pano e percebe que nele havia o desenho de uma flor negra.

-Esse é o símbolo da ordem de mercenários mais cruéis que nosso país já viu. Essa flor é o que dá nome ao grupo, trata-se de uma Lótus Negra. Venha ao castelo jantar essa noite cavaleiro, agora se me der licença, vamos averiguar o que de fato aconteceu aqui. Infelizmente não temos tempo para nossos pêsames, pois enquanto prestaríamos nossas homenagens, certamente outra catástrofe estaria sendo tramada. Vejo- mais tarde... GILBERT!

E foi assim que Iliam se despediu de Punidor, com um ar despreocupado, com esperanças em seus olhos, e chamando-o de Gilbert.

-Gil... Gil... eu sabia que era você irmãozão. O que... O que aconteceu irmãozão? Onde esta Ton? Meu corpo dói, minha cabeça dói irmãozão. Por favor, me leve pra casa.

Disse Chris ao ser despertada pela voz de Iliam.

Sem saber para onde levar a jovem Chris, Punidor resolve ir atrás de Ton que ainda estava em seu raio de visão.

Ao chegar próxima a casa e vê-lo entrar, Punidor percebe que Eddie entrara pouco depois. Punidor abre a porta da humilde, porém bem estruturada casa na região do subúrbio de Gunigard. Havia quatro cômodos na casa: dois quartos, uma sala de refeições, e a cozinha. Todos com o mesmo piso de chão batido e com telhado de palha e paredes de madeira, nos fundos havia uma bigorna, uma fornalha a carvão, espetos de metal, muito ferro ainda não trabalhado, martelos de ferreiro e luvas.

Tão logo entra na casa, Punidor entra na casa, já coloca Chris deitava com cuidado, pois a garota ainda se sentia tonta e dolorida, com alguns cortes pelo corpo e sangue em sua cabeça devido alguma concussão.

-E o que pretende fazer agora garoto? Vai enfrentar toda a Lótus negra apenas com sua coragem? Você nem ao menos sabe segurar esse machado. Dessa forma o Maximo que você vai conseguir é mais uma sepultura, e esta com seu nome.

Era a voz de RedSilver provavelmente falando com Ton.

-Tudo o que eu tinha, toda minha família morreu na explosão, a mim nada sobrou!

-Apenas seu ódio não trará alivio para sua alma jovem ingênuo, use-o para se tornar mais forte e não para se autodestruir. Antes de empunhar esse machado que seu pai usava com maestria ao lado de Dantor, você precisa merecê-lo e honrar as memórias do seu pai.

-Irei vingar minha família, e você não me impedira.

E antes que Ton saísse empunhando seu machado, Punidor pára na frente dele.

-Eu não me importo com quem você seja, não me importo se você seja realmente Gilbert, se você ficar em meu caminho, eu matarei você também!

-Hoje vou lhe ensinar algo que servira para todas as suas batalhas Ton, hoje você aprenderá a ser um verdadeiro vingador.

Entendendo tais palavras como um afronte, Ton avança em investida com seu machado visando um corte diagonal, porém Punidor já havia feito a leitura visual de todos os movimentos de Ton e dessa forma pode esquivar-se facilmente e em seguida acertar-lhe uma pancada com o cabo da espada direto na parte de trás da cabeça. Ton caira imediatamente do lado de fora da casa, levado pelo peso do machado e pelo impacto do golpe.

Ton levanta-se e sacudindo a poeira de sua roupa. Mais uma vez ele investe contra Punidor, dessa vez arrastando as lâminas do machado no chão e novamente tentando um golpe diagonal, dessa vez de baixo para cima. E mais uma vez Punidor se esquiva e contra acata com um tapa acertando as costas da mão bem no rosto de Ton, arremessando-o na mesa de refeições. Ton levanta-se, empunha novamente o machado, dessa vez sobre sua cabeça, e tenta um golpe diretamente na cabeça de Punidor, mas de repente o machado fica leve, e Ton nem pode ver o que acontecera pois havia fechado os olhos durante o ataque.

Quando abriu seus olhos, Ton pode ver que o cabo de seu machado fora cortado e que as lâminas estavam no chão e tudo o que ele sentia era sua camisa branca se encharcando e um tremendo ardor em suas costas que fora cortada pelas lâminas do machado.

Então Ton se ajoelha, se sentindo o mais fraco dentre os homens, e vendo sua real situação em combate, não resiste e deixa que suas lagrimas cubram novamente seu rosto já exausto.

-Levante-se. Mesmo se for morrer, faça-o de uma forma honrada.

-Por que... Por que você fez isso? Por que fez com que eu me sentisse humilhado?

Sem responder as perguntas de Ton, Punidor observou que já estava anoitecendo, e lembrou-se que o rei Iliam havia chamado-o para jantar na residência real de Gunigard e sem mais palavras ele começou sua trajetória até o castelo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Capítulo 4: O fogo sagrado

-Onde esta indo guerreiro?

-Onde estão os garotos que encontrei mais cedo?

-Calma nobre guerreiro, eles virão amanha, você esta seguro aqui, e o efeito do veneno já passou, você agora deve descansar o resto da noite.

-Quem é você afinal?

-Me chamo Eddie, Eddie RedSilver. E você? Quem és guerreiro?

-Eu… eu… eu não sei meu nome verdadeiro, nem ao menos lembro quem fui, adotei o nome de Punidor Sagrado para que todos saibam minha causa.

-Pois bem Punidor, descanse por hora.

-Eu gostaria de reconhecer o lugar onde estou se não se importa, não demorarei muito, onde estão minhas armadura e espada?

-Estão com o jovem garoto que o trouxe, Ton. Seu pai é um excelente ferreiro, e ele deve se tornar tão bom quando seu próprio pai, a propósito, eu reconheci sua armadura e arma, eu creio que você mesmo não sabe do que se trata tendo em vista que não lembra ao menos o próprio nome. Aquele era o equipamento de uso do grande Dantor de Gunigard, sabe do fardo que carrega junto com esse equipamento?

-Tudo o que sei é que um senhor me deu para que eu pudesse lutar pela minha causa, ele me dissera que pertenceu à seu filho. Vejo agora que Dantor era um bom homem, farei valer o fardo que me foi dado. Agora me deixe esticar um pouco meus músculos e sentir a suave brisa dessa noite de primavera, senhor RedSilver.

-Você ainda não esta completamente recuperado, aconselho-te não demorar, pois o jantar estará servido em breve.

Falou RedSilver retirando o capuz próximo à fogueira e revelando-se. Um homem de pele escura, alto, careca, olhos negros, vestia um sobretudo que cobria-lhe todo o corpo e um capuz, ambos pretos e carregava consigo um cajado tão grande quanto sua própria estatura.

Punidor mal começa sua caminhada no bosque próximo aos muros de Gunigard, e Drew reaparece. Dessa vez com um olhar fixo a um ponto claro próximo ao portão de entrada da cidade que ficava cerca de 100 metros adiante.

-Eu sei que você também o viu justiceiro… foi logo ali na frente, próximo à área iluminada, pouco antes de você adormecer novamente.

-Além dos garotos, a ultima imagem de que me lembro era de um sacerdote, mas só lembro de sua capa.

-Hum… entendo justiceiro…

Nesse momento uma movimentação suspeita chama lhes a atenção na entrada da cidade. Um cavaleiro montado em seu cavalo tão escuros que mal puderam percebê-los no escuro. Tudo o que Punidor pode perceber fora um reflexo vermelho vindo do rosto do cavaleiro, sua capa e capuz vermelhos e a brasa de seu cigarro enquanto ele cavalgava em média velocidade e passava próximo à Punidor.

Drew estava em silencio, algo raro de se observar quando ele estava próximo de Punidor. Algo estava errado e Punidor podia sentir uma estranha sensação de que algo ruim estava para acontecer.

-Djarum… aquele é Djarum. As coisas vão esquentar Punidor. Se você quer saciar a sede de duas lâminas com sangue de homens maus, essa é uma ótima chance.

E antes de falar perguntar qualquer coisa para Drew, um clarão cegante seguido de um forte barulho de explosão se ouve dos portões do castelo. Punidor se prepara, e começa a correr em direção ao portão quando ouve a voz de Drew:

-E vai fazer o que justiceiro? Chutar-lhe a bunda até que ele peça perdão? Ou talvez pretenda pedir-lhe um cigarro já que as chamas para o acender ele já providenciou.

Parecia absurdo ter a visão das chamas dos portões, dos corpos agora mutilados dos guardas no chão também em chamas, e não poder fazer nada, mas Drew estava certo, seria suicídio investir desarmado contra um inimigo desconhecido. Então Punidor volta para a cabana de RedSilver.

Não muito longe dali, Punidor encontra RedSilver que já estava indo em sua direção. Enquanto voltam para a cabana, Punidor descreve a cena que acabara de ver, e quando menciona voltar à cidade, Punidor é impedido por RedSilver.

-Deixe isso para a milícia da cidade. No estado em que esta, você será apenas mais um corpo inerte nas ruas da cidade. Amanha você reaverá sua arma e armadura, ai sim poderá pensar em perder sua vida com a mínima dignidade possível.

Contrariado, mas ainda com bom senso, Punidor acata as recomendações de RedSilver e aproveita o resto da noite para descansar e se recuperar.

Na manha seguinte, Punidor é acordado por Ton que trouxera consigo os seus equipamentos de combate.

-Estava um tanto quanto amassada sua armadura, o que você andou fazendo com ela? Você foi atropelado por uma carroça ou acertado pro um martelo?

-Na realidade, levei apenas alguns socos e joelhadas.

-E a sua espada… você pretendia cortar os inimigos ou mastigá-los? Haviam mais dentes do que lâmina.

O silencio fora a resposta de Punidor.

-Desculpe por pegar sem avisar, mas eu não podia perder a chance de consertar a armadura do capitão da guarda de Gunigard, Dantor.

-Você fez um ótimo trabalho garoto.

Disse Punidor pegando sua espada praticamente refeita, vestindo a sua armadura e saindo da cabana para praticar alguns movimentos.

Conforme Punidor ia movimentando a espada simulando um combate contra um inimigo imaginário, Ton observava atentamente o dançar da espada, cortando o vento em cada movimento. Empunhada por Punidor, pareciam orquestra e maestro, movimentos harmônicos que faziam o momento durar eternamente, cada golpe a mais dado pro Punidor era como se o tempo parasse para admirar a união perfeita entre a espada e a alma do guerreiro. Ton podia enxergar a genialidade de Punidor com o instrumento. E tanto se distraia que acabou perdendo o horário.

-Estou perdido, me atrasei para o culto na igreja. Logo hoje que minha mãe ordenou que eu não me atrasasse! Eu estou perdido.

Lembrando da cena que vira na noite passada Punidor resolve acompanhar o jovem Ton até à igreja.

Enquanto Ton falava de si mesmo, de como era a sua vida de ferreiro com seu pai, sobre sua vontade de um dia tornar-se um grande cavaleiro como Dantor fora, contar como era lastimável ser rejeitado pelas jovens garotas da cidade, Punidor se atentou apenas em observar as brasas do portão de madeira da cidade, as manchas que os corpos queimados produziram e o rastro de pólvora tênue e suave, que curiosamente levavam ao mesmo caminho em que Ton seguia.

Já tinham a visão da igreja. Uma construção faraônica, famosa em toda região, possuía uma torre central onde o sino soava forte e imponente, e em volta de seu telhado redondo, quatro torres distribuídas equivalentemente, duas ao lado das escadarias onde culminavam nos portais da grande igreja, e duas nos fundos, montando um quadrado em volta da grande cúpula de orações e cultos. Toda cinza com vitrais coloridos que demonstravam grandes batalhas em que o povo acreditava terem sido ganhas por intervenções divinas, uma estatua de Dantor considerado o guerreiro abençoado que trouxera a paz à Gunigard, telhado azul para dar um ar mais celestial à grande construção. Sem duvidas, era o grande orgulho de Gunigard.

Mas apesar de tamanha grandeza e gloria, o que mais chamou a atenção de Punidor fora um sacerdote, com sua capa branca com uma cruz negra, uma flor negra em cada canto da capa, sua roupa branca com detalhes pretos, cabelo preto curto e franja, segurava um livro e apertava-o fortemente contra seu peito, um cajado de corpo preto e símbolo dourado em formato de circulo com detalhes semelhante à chamas em seu ápice, olhos fechados e sussurrava algumas palavras. Estava exatamente encima do ponto após a estátua onde o rastro de pólvora cessava.

Ao subir as escadarias, Punidor olha para cima e vê a imagem de Drew gritando e apontando para o sacerdote porém Punidor esta longe para decifrar o que Drew diz.

O sacerdote se levanta, empunha seu cajado, desce as escadas, passa ao lado de Punidor e o encara com os olhos arregalados e com uma expressão assustada.

-COMO É POSSIVEL? VOCÊ NÃO PERTENCE AO MUNDO DOS MORTOS! EU O MATEI PESSOALMENTE!

Diz o sacerdote já investindo o cajado contra a cabeça de Punidor que só tem tempo de esquivar-se e rebater o cajado com sua espada.

Sentindo o ódio em suas palavras, e o cheiro de morte vindo do sacerdote, Punidor empunha fortemente sua espada e parte para o confronto.

Demonstrando admirável habilidade para bloquear os ataques de Punidor com seu cajado, e uma agilidade incrível ao esquivar-se e contra atacar, o sacerdote se mostra um adversário formidável, mantendo sempre a luta em equilíbrio. Utilizava toda o cumprimento de seu cajado para obter certa vantagem pois mantinha Punidor a uma distancia em que sua espada não o alcançava.

Em contra partida, Punidor bloqueava os ataques do sacerdote, e quando tinha oportunidades, contra atacava golpeando o cajado, de forma a obter espaço para se aproximar e tentar causar algum dano até que em um momento, Punidor se aproxima e golpeia o sacerdote na altura da cintura. Com um giro, visando utilizar a capa como proteção, o sacerdote esquiva-se do golpe porem tem a sua capa retalhada.

Ton observava a luta totalmente imóvel.

Um latido podia ser ouvido do alto da escadaria. Ícaro descia as escadarias e logo atrás, ainda no alto podia ser vista Chris, que ainda não havia entrado na igreja.

E é nesse momento que todos puderam notar uma seqüência de fortes explosões vindas de dentro da igreja. As vidraças se estilhaçaram, os portais foram arremessados levando consigo a garota que estava nas escadarias, a base das torres cedia e as torres desmoronaram uma a uma encima da grande cúpula de telhado azul. A grande torre central também desmoronara, dando ao grande sino, sua ultima badalada ao tocar os escombros. Estilhaços das vidraças cortavam a superfície do corpo de Ton e Punidor, enquanto o sacerdote descia as escadarias e montava seu cavalo juntamente com um homem de sobretudo e capuz vermelhos.

Punidor só teve tempo de interceptar Chris em meio à sua queda após ser arremessada pela explosão. E após pegala em seus braços, eles rolam pela escadaria.

Ton ajoelha-se, ainda assustado tentando assimilar o que aconteceu, com seu rosto em lagrimas e sua expressão variando entre o desespero e a surpresa, naquelas escadarias, diante dos escombros e das chamas que ainda ardiam, um grito pode ser ouvido ecoando por toda Gunigard. Era o grito de dor de um garoto. Era o grito de dor de Ton.

Capitulo 3: Lilih

Naquela típica tarde de primavera, o sol parecia mais brando, a grama macia e úmida davam ao chão uma suavidade que convidava ao sono, o cheiro dos lírios em volta das muralhas de uma grande cidade esverdeada pelo musgo que cresce nesse horário devido a grande sombra. E como se a tarde não fosse agradável o bastante, um sorriso lindo e sincero de uma garotinha de cerca de 12 anos, cabelos loiros longos até a altura do quadril, olhos verdes como duas esmeraldas, olhar distante e fixo, rosto com um semblante alegre, andar rígido e cauteloso, vestido azul com detalhes bordados, algo semelhante à um vestido de alguma pessoa nobre. Fora essa a primeira visão de Punidor ao acordar embora sua visão estivesse embaçada e confusa.

-Ícaro, onde você esta? Ícaro cadê você?

-Ahn… hum… onde… onde estou? ARGH!

No mesmo momento, os olhos da garotinha se enchem de lágrimas, seu olhar fixa-se a um ponto incerto na direção de nosso justiceiro enquanto o cãozinho marrom de pelos brilhosos longos Ícaro se punha a latir. Com espanto no rosto agora choroso em uma mistura de alegria e tristeza, a garotinha se aproxima e toca-lhe o rosto como se tentasse identificar e confirmar de quem é a voz que acabara de ouvir.

-O que aconteceu garotinha? Por que chora?

-Gilbert? É você irmãozão?

Totalmente sem reação, Punidor consegue sentir a felicidade da garota ao tocar-lhe o rosto e dizer:

-Sim sim, é você mesmo irmãozão!

E antes que algo mais possa ser dito, um jovem garoto de cerca de 16 anos, um pouco alto para sua idade, com 1,75 de altura, cabelo curto, com seu cabelo castanho arrepiado, com uma calça verde e uma camiseta branca suja com ferrugem, botões de cima abertos para refrescar a região do tórax.

-Chris, quem é esse home…

Pasmou o garoto.

-Ton, me diga, me diga que é o meu irmãozão! Me diga que é Gilbert! Eu sei que é ele!

Antes que Ton pudesse responder à garotinha, Punidor fala.

-Eu não sei quem é Gilbert, eu não sei nem ao menos quem sou…

-Ele não é o Gilbert. Gilbert esta morto Chris, ele morreu em cumprimento de seu dever, ele morreu lutando, assim como Dantor e todos os nobres guerreiros que um dia nos defenderam. Ele é apenas um impostor!

Sentindo-se tonto, com dores por todo o corpo, por mais que o tempo esteja brando, suava continuamente, seus músculos tremiam, e após ver uma figura de um provável sacerdote entrando na cidade, Punidor não resiste e desmaia.

____________x___________

Era uma tarde quente de verão, o sol vazia parecer q as rochas do mar estavam liquidas, os barulhos das cigarras nos campos próximos ao mar era irritante, mas nem a maresia era capas de acabar com o entusiasmo dos muitos colegas e amigos da mesma escola de jovens da nobreza que acabaram de sair de suas aulas e foram de divertir e se refrescar próximo ao mar.

La do alto de um desfiladeiro rochoso próximo ao mar, estava sentado um garoto, 12 anos, tímido e desentrosado, sozinho como quem aproveitava o vento e as ondas do mar.

O garoto era loiro, olhos verdes, estava sem camisa expondo sua pele branca quase pálida ao sol, com uma expressão de rancor em sua face ao olhar para todo o resto dos jovens, estava aproveitando o vento que bagunçava seu cabelo outrora arrumado e penteado, estava com a barra da calça dobrada e descalço como quem parecia aproveitar o vento que o refrescava, sem notar uma garota da mesma escola que a sua se aproximar.

-Ola, por que esta sozinho aqui? Por que não esta junto dos outros aproveitando o mar e fazendo brincadeiras com as garotas como os outros garotos?

Disse a jovem subitamente, pegando o jovem garoto de surpresa.

Ao virar-se, viu uma linda garota de mesma idade que a sua, cabelos negros longos e grossos como as cordas de um alaúde, uma pele branca pálida típica dos jovens nobres da região, um lindo sorriso sincero e simpático capaz de quebrar o mais frio coração existente, olhos negros e alegres, usava o vestido preto com branco básico do uniforme, descalça, segurava o vestido de forma a evitar que ele toque o chão.

Mas nem mesmo essa visão fora capaz de mudar o semblante do jovem garoto.

-Estou aqui por que me sinto melhor sozinho, e se não for incomodo, gostaria que me deixasse aqui sozinho.

-Também não me dou bem com eles, gostaria de ficar aqui, juro que fico quietinha!

Disse a garota sem desmanchar o lindo sorriso

-Tudo bem, mas não me incomode, não tenho a intenção de ser seu amigo, não preciso de você nem de nenhum deles, fui claro?

-Tudo bem, você nem perceberá minha presença.

E ali passaram a tarde, nem uma palavra fora dita, os dois permaneceram ali, silenciosos, embora esse silencio não incomodava nenhum dos dois, até que a garota diz.

-Olhe ali para baixo!

-O que teria ali para eu ver? Estou bem observando as gaivotas a caçar.

-Aquele outro garoto, se parece muito com você!

-Sim, ele é meu irmão gêmeo, mas isso não é da sua conta!

E o silencio volta a fazer-lhes companhia. O sol estava quase a se por, e todos os jovens estavam a se retirar quando a jovem garota se levanta.

-Foi ótimo dividir minha solidão com você, pode me chamar de Lilih.

-A mim não fora prazer algum, continuo achando que sozinho estou melhor, passar bem Lilih.

E antes que Lilih se retirasse, o garoto se levanta e sai, sem sequer dar uma olhada para trás, sem sequer admirar o brilho dos cabelos de Lilih à luz laranja do sol poente diante do mar.

____________x___________

Já era noite, em uma cabana nos arredores de Gunigard. Teto de palha, fogão à lenha, cama de palha, chão de terra batida, um caldeirão fervia, somente uma vela e o fogo que esquentava o caldeirão iluminavam a cabana.

Se sentindo bem melhor que outrora, Punidor acorda e senta-se na beira da cama, vestindo apenas suas roupas, sem sua armadura, quando ouve uma voz forte e imponente mas com um tom peculiar, familiar.

-Já se levantou… bela adormecida HAHAHA! Já perdi as contas de quantas vezes te vi dormindo, ou você é muito fraco, ou muito preguiçoso, ou uma donzela que necessita de sono de beleza HAHAHA!

Era Drew, trazendo consigo alguma lenha.

-Não tenho tempo para suas brincadeiras. Onde estão Chris e Ton?

-Esse então é o nome da garotinha? Chris… ela me é um tanto familiar, parece a versão mais velha de minha irmã mais nova! Uma gracinha não é? Imagino como ela sangra HAHAHA!

-Se encostar os dedos nela será você quem ira sengrar!

-Ei ei ei, calma ai senhor protetor dos indefesos, você é capaz de atacar quem salvou sua vida em nome de alguém que você acabou de conhecer? Muito nobre HAHAHA!

Diz Drew se retirando da cabana.

Quando Punidor vai atrás, é interceptado por alguém encapuzado alto.

-Onde esta indo guerreiro?

Capitulo 2: A chegada à Gunigard!

A noite se passou e Punidor mal conseguia dormir e quando finalmente estava adormecendo, eis que Drew o cutuca:
-AH! Aqui esta o nosso querido justiceiro!
-Cale-se e me deixe descansar ou seu destino será o mesmo deles!
-OH! E o q fará comigo? HAHAHAHA não me faça rir.
Então a porta se abre e a bela jovem q entrara agora no quarto fala:
-Sonhando nobre cavaleiro? Ouvi a sua voz do corredor e pensei que precisasse de algo!
-Não, esta tudo bem. Apenas estava discutindo com Drew.
-Estranho, não vejo ninguém aqui! Já que esta acordado, acho uma boa hora para irmos, pois se sairmos agora chegaremos em Gunigard à tarde.
-Me espere na entrada da estalagem.
Quando a porta se fecha, Drew reaparece, parecia estar escondido atrás da porta.
-AH! Percebo suas intenções com a bela moça!
-Não temos tempo para isso, precisamos levá-la para Gunigard em segurança!
-Só não esqueça de fechar a janela jovem justiceiro HAHAHAHAHA
E quando se aproxima da janela, pode observar que alguém agredia a jovem.
-Se eu fosse você deixaria ela em paz! Ou ela gosta de se meter em encrenca para atrair fortes cavaleiros ou você tem um péssimo gosto para mulheres HAHAHAHAHAHA
Falou Drew satirizando Punidor.
Logo quando desceu pode ouvir uma discussão!
-Vagabunda, por causa sua 5 dos meus homens estão mortos por alguém que pensa que é o novo Dantor de Gunigard! Você tem sorte de ainda estar viva garota.
Foi o bastante para Punidor sacar sua espada e sem mais perguntas enfiar-lhe na altura do ombro e prender o homem na arvore mais próxima.
-Você não tem mesmo idéia de com quem esta lidando! Veja!
Então em um movimento rápido ele empurra Punidor e se solta!
Ele vestia um colete de couro com a marca de uma flor negra nas costas.
-Essa é a marca do poder. Ela não lhe é familiar? HAHAHAHA! Graças a ela eu mando em toda essa vila. E você pagará pelo que fez!
E antes que pudesse empunhar sua espada, Punidor já atravessava mais uma vez a espada em suas entranhas, mas dessa vez em seu peito prendendo-o mais uma vez o homem na arvore!
-Você fez a sua escolha, eu garanto as conseqüências!
E em meio à multidão, ele retira a sua espada enquanto o agora inerte corpo cai ao chão, segura a garota pelo braço e se segue em direção à saída da vila.
Durante uma pausa para um descanso, enquanto a jovem encha os cantis com água, Drew aparece!
-Muito bom justiceiro! Mandou mais um cara mau pro inferno! Você esta se saindo bem.
-Você pode sentir as intenções dele? Estava nos olhos dele, nem o melhor dos atores pode disfarçar as suas verdadeiras intenções quando olhamos em seus olhos.
-Eu entendo disso justiceiro HAHAHA! Eu costumava ter a mesma sensação quando via a inocência nos olhos das minhas vitimas HAHAHAHA! Você já percebeu que estamos sendo seguidos não é?
-Sim claro, por dois homens, eles estavam em meio a multidão, na hora em que subjuguei aquele demônio!
-Demônio? HAHAHA! Para mim ele sangrava como homem HAHAHAHA! Pois bem, eles parecem fortes, mas acho que ainda num é um desafio para você não é? OH herói de belas donzelas HAHAHAHA!
Nesse momento a jovem voltava com os cantis cheios quando Punidor percebe algo errado. Uma flecha havia sido disparada contra a moça, e em um movimento rápido Punidor consegue bloqueá-la com um golpe de sua espada.
E então, duas pessoas se aproximam: 2 homens, um mais magro e um poço mais alto o outro um pouco mais forte. O mais magro tinha cabelos cumpridos negros, usava um traje de couro marrom comum dentre arqueiros, olhos claros e empunhava um arco negro e uma aljava, o outro possuía cabelos arrepiados negros, só vestia uma calça e um sobretudo, botas e em suas mãos luvas e braçadeiras de metal.
-Ora ora, ele ainda possui reflexos apurados.
Diz o mais magro.
-Deixe ele comigo Joe! Da outra vez foi você quem se divertiu!
-Cale a boca Kazlu. Já lhe disse para me chamar pelo meu segundo nome. A cada dia que passa eu entendo um pouco mais por que você é conhecido como Sir Loco.
-Te chamo como eu quiser Tristan.
Nesse momento Punidor consegue enxergar que ambos possuem a mesma marca da flor. Joe possuía a marca em seu chapéu e no corpo de suas flechas, já Kazlu tinha a marca tatuada em no meio de seu peito.
-Pelo visto vieram vingar seu companheiro!
Diz Punidor
-Na realidade aquele idiota num passava de um calouro HAHAHAHA! Eu devo é agradecer-lhe pelo favor.
Diz Kazlu
-Fomos mandados por sua causa! Você deveria estar morto, e estamos aqui para garantir isso!
Falou Tristan enquanto se preparava para disparar novamente. Kazlu já partia em investida.
Punidor teve de escolher entre destruir a flecha que ia em direção à jovem ou se defender da investida de kazlu e então ele destrói a flecha e conseqüentemente fora golpeado varias vezes. Socos seguidos em seu tórax com uma joelhada na altura do abdome fizeram com que Punidor caísse.
-Os golpes dele tem a consistência de um martelo de batalha!
Pensa Punidor que logo se levanta e empunha sua espada.
A luta se procede, Punidor se defendia dos ataques de Kazlu e ao mesmo tempo bloqueava as flechas disparadas por Tristan. Por mais que pudesse parecer desvantajoso, Punidor mantinha a luta com uma perícia invejável, e conseguia em alguns momentos dominar o combate contra Kazlu, somente quando Tristan disparava as flechas contra a jovem é que Kazlu tinha a vantagem.
Então Tristan fala:
-Cansei desse joguinho! Acabou!
E dispara novamente!
Punidor bloqueia a flecha de novo mas ao fundo pode ouvir um grito.
Preocupado com o que pudera ter acontecido, Punidor oabre a sua defesa e mais uma vez é golpeado pelos fortes golpes de Kazlu e cai novamente.
-Pronto Kazlu, agora ele é todo seu.
Kazlu se aproxima para dar o golpe final mas quando se aproxima de Punidor ele é golpeado na altura da coxa.
Ao ouvir o grito, Tristan dispara outra flecha, essa direcionada à Punidor.
Tudo o que Punidor consegue ouvir é “defenda a sua direita!”
Sem pensar duas vezes, ele projeta o corpo de Kazlu à sua direita e logo pode ouvir o zunido de uma flecha atingindo Kazlu. Meiu sem entender o que acontecera mas ciente do perigo iminente, Punidor só tem tempo de correr em direção à q estava escondida atrás de uma rocha. Quando chegou la, observou que ela havia uma flecha fincada em sua testa, sobrando apenas seu corpo inerte nos braços de Punidor.
Agora com os olhos cheios de ódio Punidor sai do esconderijo mas num há ninguém mais onde estava os dois inimigos.
Revoltado e descrente por ter deixado que sua protegida morresse, Punidor seguia em direção á Gunigard quando Drew apareceu.
-Gostou da dica não é justiceiro HAHAHA!
-Como sabia que a flecha estava vindo pela direita e não pela minha frente como eu estava vendo?
-Mas estava vindo pela frente também HAHAHA! Olhe seu braço!
Punidor olha para seu braço esquerdo e observa um arranhão provocado pela flecha!
-Como? Como ele foi capaz disso?
E antes que Drew pudesse responder sua pergunta Punidor cai próximo às muralhas de Gunigard.
Então ele acorda com um cãozinho lambendo seu rosto.
-Ahn... hum... onde... onde estou? ARGH!
Então ele vê uma menininha loira, pele branca, com um vestido azul, e um olhar distante porem perplexo e algumas lagrimas escorrendo ao ouvir a sua voz!
-O que aconteceu garotinha? Por que chora?
Então a garotinha se aproxima com passos curtos e temerosos, se aproxima do ainda caído Punidor e toca-lhe o rosto.
-Gilbert? É você irmãozão?

Capitulo 1 : O despertar

E após 5 dias desmaiado ele acorda de seu sono forçado por uma voz familiar, mas ainda não identificada!

- Acorda seu fraco! Acorda bela adormecida ou seu soninho de beleza ainda não acabou?

- Hunf... Argh... Minha cabeça dói! Ai ai... pq sinto como se algo tivesse penetrado meu crânio?

- Meus Deus, achei q já tivesse conhecido pessoas idiotas... mas igual a vc bela adormecida... NUNCA! Por acaso passou a mão na sua nuca?

- Oq? Como? Ai ai... minha cabeça... AH! Como? Como fui ferido? Acho que por isso num consigo lembrar nem meu nome! Tudo o que lembro é das chamas às minah volta e de um homem com uma capa preta.

- Eu conheço aquele homem! Mas deixe isso para depois. Vamos, levante-se largue de preguiça!

-Quem... quem é vc?

-Eu? Eu sou seu anjo da guarda, sou tudo o que você precisa HAHAHA! Mas pode me chamar de Drew! Agora levante-se. Você deveria agradecer por eu ter te achado num lugar como esse HAHAHA

-Venha vamos para outro lugar!

E então o homem sem memória levanta-se, com sua enorme dor de cabeça, seu corpo ainda exausto e com sua armadura quebrada e queimada provavelmente por causa dos escombros!

-Quem é você? Por que passava por um lugar como esse?

-Oras eu já não te disse? Sou seu anjo da guarda! Sou aquele a quem você deve seguir e escutar caso queira ficar vivo! Já é um milagre você estar tendo essa segunda chance, não quer arriscar para ver se tem uma terceira né? Ou você é burro o bastante pra tentar a sorte

-Não não, farei o que for me pedido, afinal, se não fosse você era bem provável que eu morreria ali mesmo

Drew era um garoto com certa de 16 a 18 anos, jovem, porte atlético, loiro dos olhos azuis, vestia um traje um tanto quanto parecido com os trajes de nobres príncipes ou burgueses; suas roupas eram brancas mas parecia que ele tivera alguma briga ou estivera em alguma guerra pois seus trajes estavam um tanto quanto sujos e manchados de vermelho.

E então o homem sem memória segue emfrente com seu novo companheiro Drew até a próxima cidade.

Chegavam agora em Helmonturd, um vilarejo próximo das ruínas de onde estavam! Um lugar imundo e cheio de crápulas, ladrões e mercenários juntamente com alguns antigos heróis decaídos perante a corrupção

-AH, os ares aki me revigoram! Você se lembra desse lugar?

Diz Drew.

-Eu se quer me lembro de meu próprio nome, se quer lembro como consegui esse buraco na minha nuca, se quer sei por que estava em um lugar como aquele!

Responde o homem.

-Não se preocupe, se você for dos meus, e eu acho q você é, você ira adorar as oportunidades dessa vila!

-Me desculpe mas os ares aqui me dão náuseas, vamos logo procurar um lugar para passar a noite!

Enquanto se dirigiam à estalagem mais próxima, algo chamou a atenção de nosso ilustre desmemorizado e então ele decide seguir um certo caminho se desvencilhando de Drew.

Ao adentrar à um beco, viu a imagem de um senhor, provavelmente teria sido dele o sussurro q o atraiu.

-Eu posso ver em você nobre cavaleiro!

-Eu cavaleiro?

Responde o Homem.

E então o velho continua.

-Eu me lembro perfeitamente de você, mas seu olhar, esta um tanto quanto diferente, onde esta aquele ódio de antes? Onde esta aquela raiva toda? Eu posso sentir, sua aura mudou, seu semblante também! Nada escapa dos olhos desse pobre velho aqui ARGH!

-O senhor esta bem?

Quando perguntou, o cavaleiro pode notar que o velho mal podia respirar.

-OH não, o senhor esta bem?

-Como pode ver, eu fui gravemente ferido, tenho me arrastado todos esses dias tentando sobreviver, lembro-me que quando acordei nos escombros você ainda estava desmaiado, pensei que você estivesse morto e que meus esforços tivessem sido em vão. Quando o fogo se alastrou pela milícia, você estava sangrando muito, eu não pude cuidar de seu ferimento, mas tudo o que pude fazer foi impedir que o fogo chegasse até você e que os escombros não te invalidassem, mas paguei o preço muito alto.

Sentindo um imenso ódio e um tremendo fardo, o cavaleiro diz

-Eu não sei quem fez o que fez, ou por que fizeram isso, só sei que o que vi me deixou doente, toda aquela destruição, todos aqueles corpos inertes à minha frente, por que? Por que alguém quer ver a desgraça alheia? Por que alguém quer esse sofrimento? Tudo o q sinto e o que quero é poder fazer algo para mudar isso!

-Eu entendo seu desejo meu filho! Mas o que pretende fazer com suas mãos nuas como estão? Como mudar o mundo de interesse apenas com palavras? Isso é impossível, você tem as habilidades, veja! Você veste uma armadura de alto escalão, não identifico o seu brasão, mas essa for negra não lhe cai bem, retire essa armadura, deixe-me lhe dar algo mais celestial!

O velho procura em seu baú pessoal e lhe entrega um presente!

-Essa armadura e espada pertenceram ao antigo capitão da guarda da cidade de Gunigard. Mas eu tenho o privilegio de chama-lo de MEU FILHO. Aceite como o instrumento para começar seu novo destino!

E então o homem pega sua armadura branca e sua espada e parte em procura de Drew, mas antes ele diz deixando o velho para trás.

-Sua vida e seus esforços jamais serão em vão!

Logo ao sair do beco, o agora nobre cavaleiro se depara com 5 fortes homens tentando agredir uma jovem!

Seu sangue ferve, uma raiva iminente toma conta de seu coração, ele empunha sua nova arma e avança com todas as forças para atacar os homens.

Ele podia sentir o cheiro de maudade, ele podia enxergar as intenções de cada um dos 5 homens, e então, antes q os homens pudessem olhar pra trás, um golpe acerta o braço do homem que segurava a moça, e logo, cai ao chão juntamente com sangue q agora banhava o vestido da moça!

-Quem você pensa que é para interromper nossa diversão? Ela é nossa escrava e nada você poderá fazer para mudar isso?

-Eu não poderei fazer nada porque já esta feito!

E com fúria, ele mutila os outro 4 homens, livrando a moça disso

-Muito obrigada! Eles sempre me obrigam a fazer coisas que eu me envergonharia de dizer!

-Agora você esta livre para seguir, saia dessa vila, e busque uma vida melhor!

Eis que Drew aparece e fala:

-Nossa, esta ai nosso mais novo paladino dos indefesos, HAHAHA! O q você pensa que esta fazendo?

-Fiz exatamente o q você viu!

-Vi sim, matou 5 homens, eu gostei disso HAHAHA

-Não, eu não matei 5 homens, eu matei 5 demônios!

-Ah sim, claro claro, e quem você pensa que é? Algum tipo de punidor sagrado?

-Punidor Sagrado? Eu gostei disso! Já que eu num possuo nome algum, será assim que todos devem me chamar, é assim que quero ser chamado, esse é meu novo nome!

-HAHAHAHAHA você só pode estar brincando comigo!

Então a moça fala

-Punidor Sagrado? É esse seu nome? E... com quem esta falando?

-Com meu amigo Drew oras!

-Não vejo ninguém.

E ao olhar ao redor percebe que Drew sumira

-Mas... mas... ele estava aqui agora mesmo... onde será que ele foi.

Sussurra Punidor

-Você deve estar exausto, vamos até a estalagem onde eu trabalho, você pode passar a noite la, e amanha poderemos partir para outra cidade. Eu não mais ficarei aqui, você me deu coragem para partir!

-Eu lhe acompanharei, eu e Drew iremos!