segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Capítulo 6: Uma nova jornada

Punidor seguia em diante, passando pelos subúrbios da cidade enquanto a noite levemente caia deixando o cair o leve sereno sobre a armadura branca do nobre guerreiro. Ele então passa pelos destroços do que antes era uma grande e imponente igreja. Observa atentamente os destroços e encontra Drew sentado no que havia sobrado da torre do sino e antes que Punidor pudesse dizer qualquer coisa Drew já interveio com um comentário:
-Que belo estrago Djarum fez aqui. Ele nunca perde a maestria, mais um grande trabalho de um gênio.
Punidor ouve o grito de Drew e sobe as escadarias da então destruída igreja.
-Gênio? Grande trabalho? É assim que você define esse massacre?
-Eu apenas acho que ninguém dentre esses que morreram eram inocentes. Mas não vamos brigar, afinal de contas somos dois amigos próximos.
-Não vou mais perder meu tempo com você.
-Me magoa ouvir essas palavras de você caro amigo. Gostaria de ficar aqui e conversar sobre meus amigos membros da Lótus Negra mas creio que tomaria demais seu precioso tempo. Até mais ver companheiro.
Então Punidor se põe a pensar levando em conta um provável blefe de Drew. Porém em contrapartida Drew, mesmo com seu jeito sarcástico, jamais dera uma falsa pista, pelo contrario, todas suas palavras foram cruciais para momentos decisivos como durante a luta contra Joe Tristan.
-Me fale o que você sabe Drew. Me ajude a fazê-los pagar pelo acontecido.
-Bom meu caro amigo, vou lhe falar o que sei. A começar pelo nome Lótus Negra. Existe a lenda de que depois de toda grande guerra já travada entre duas forças numerosas e grandiosamente habilidosas, onde os melhores guerreiros pereceram, nascia uma flor negra. Uma flor negra que crescia regada pelo sangue nobre derramado nas terras que presenciaram essas grandiosas batalhas, o sangue dos melhores guerreiros. Essa flor era uma lótus de cor negra.
-Um nome épico para um grupo de mercenários.
-A não, não. Não são apenas mercenários. Seus ideais não são apenas ganhar riquezas a troco de matanças. Pode ter certeza que quando eles estão envolvidos algo muito grande está por trás. Eles almejam poder, almejam satisfazer seu desejo intenso por sangue, inocente ou não, isso não importa.
-Por que está me contando isso?
-Você já tem seus motivos para querer matá-los, eles são maus e odiosos, isso é motivo o suficiente para você correto? Eu tenho os meus para querer a destruição deles, então... Acho que somos companheiros nisso nobre guerreiro.
-Me diga, o que você tem contra a Lótus Negra?
Antes que Drew respondesse sua pergunta, Punidor ouve uma voz nada familiar de alguém que se aproxima.
-Gilbert. Senhor Gilbert.
Percebendo que alguém estava falando consigo, Punidor vira-se e depara-se com um jovem guerreiro, alto e forte, cabelo longo e liso que escorre por seu rosto mesclando-se com sua barba também preta. Seus olhos azuis dão uma expressão confusa ao seu rosto. Ele usa uma espada longa de laminas reluzentes lembrando a espada que Punidor empunha e um escudo bastante peculiar, em formato de torre mas um pouco maior e alongado que os escudos normais, claramente seu material azulado era diferente que ferro comum, e em seu centro podia-se ver o símbolo, uma cabeça de bode de longos cornos encaracolados.
-Lembro-me de você. Você estava junto com a comissão do rei Iliam.
-Sim, ele me enviou para procurá-lo senhor. A propósito, há mais alguém aqui para nos acompanhar?
Punidor olhou para os lados e não mais viu Drew, tudo o que sua visão abrangia era os destroços da igreja e a luz vermelha do sol poente que refletia nos cacos das vidraças quebradas após a grande catástrofe.
-Somos só nós dois, e não me chame de senhor, pode me chamar de Punidor, ou mesmo de Gilbert já que todos falam que sou esse Gilbert.
-Esta bem, a propósito, me chamo Zangor.
Os dois cavaleiros seguem em direção ao castelo de Gunigard enquanto o sol se põe vagarosamente deixando a escuridão tomar conta das ruas, tornando cada vez mais forte a luz das tochas espalhadas nas ruas e das estrelas espalhadas pelo céu.
Ao chegarem aos portões de acesso ao castelo, puderam ver que rei Iliam estava a esperar pelos dois guerreiros.
-Seja bem vindo Gilbert. Entre, sinta-se em casa, acomode-se, tome um banho e vamos para o jantar, você deve estar faminto. Nos encontraremos durante o jantar e conversaremos.
Então Punidor segue o servente do castelo direto até o quarto designado a ser seus aposentos, entra e vai tomar seu banho. Pensando no que Drew havia lhe contado, Punidor nem repara o caminho que tomara até seu quarto e após estar pronto para o jantar, tenta se direcionar ao salão de jantar, mas se perde nos corredores e tudo o que encontra é uma sala com cinco quadros na parede com a figura de alguns guerreiros que mereceram destaque durante a história.
-Este no centro é Dantor. E imadiatamente à direita de Dantor esta você Gilbert.
Disse Iliam ao surpreender Punidor.
-Realmente se parece muito comigo, alteza.
-Sem formalidades meu rapaz, me trate apenas por Iliam.
-Você sempre foi muito bom com seu escudo, defendendo e contra atacando seus adversários. Espero que Zangor possa ser tão bom quanto você. Vejo que esta sem seu escudo, isso não é problema, vamos providenciar um novo. Agora vamos ao jantar tratar do que realmente nos interessa.
Uma mesa farta com uma variedade interminável de verduras e carnes estava posta. Possuía acentos para cinco pessoas de cada lado juntamente com uma cadeira posicionada à cabeceira da mesa. Um forro vermelho com pontas douradas cobria a mesa cobrindo-a interinamente, castiçais dourados com velas acesas garantiam a iluminação da mesa juntamente com tochas nas paredes para iluminar o restante do salão.
Após começarem a refeição, Zangor se serviu de um suculento pernil e se deliciava enquanto tomava seu malte de cerveja em sua caneca. Enquanto isso Iliam dizia.
-Gilbert, eu não apenas o chamei aqui para falar sobre o grupo de mercenários Lótus Negra, tão menos o chamei para deliciar-se das guloseimas reais. Convidei-lhe pois preciso perdi-lhe um favor nobre cavaleiro e espero que possa honrar o brasão que carrega junto a sua armadura. Vivemos atualmente uma situação de crise, perdemos nosso símbolo de orgulho e poder, e nossa nação agora esta abalada.
-Entendo. Mas para que necessariamente precisa de mim?
-Constantemente estamos sendo saqueadas, por esses mercenários, vilas inteiras dizimadas e queimadas, pessoas inocentes morrendo. Isso deve parar. Porem, após esse nítido golpe em nosso orgulho, temo que o próximo ataque deles acontecerá em Mansuria. Um carregamento muito valioso esta chegando, creio que eles tenham essa informação, e logo estarão também tentando saqueá-lo.
Lembrando das palavras de Drew anteriormente, lembrando do rosto da jovem camareira morta por Joe Tristan, e da explosão da igreja, Punidor sente-se no dever se aceitar essa missão, pois somente assim poderia defrontar-se novamente contra os inimigos que já cruzou.
-Ótimo cavaleiro. Designarei Zangor para lhe acompanhar. Descanse e prepara-se para partir amanha.

2 comentários:

Unknown disse...

GoGo alannnn...
a historia ta mto bouaa
=D
eh mto bom aparecer na historia
*-*
qndo eu vo aparece di novo *-*

historia mto foda... vai faze mto susseço msm.
alan gogo continua aeeeeeee

Gabriel disse...

AHH, APARECI !!! ZANGOR !! UHUUU
Foda ! sentirão o fio da espada e o peso do escudo nórdico de zangor !