-Ícaro, onde você esta? Ícaro cadê você?
-Ahn… hum… onde… onde estou? ARGH!
No mesmo momento, os olhos da garotinha se enchem de lágrimas, seu olhar fixa-se a um ponto incerto na direção de nosso justiceiro enquanto o cãozinho marrom de pelos brilhosos longos Ícaro se punha a latir. Com espanto no rosto agora choroso em uma mistura de alegria e tristeza, a garotinha se aproxima e toca-lhe o rosto como se tentasse identificar e confirmar de quem é a voz que acabara de ouvir.
-O que aconteceu garotinha? Por que chora?
-Gilbert? É você irmãozão?
Totalmente sem reação, Punidor consegue sentir a felicidade da garota ao tocar-lhe o rosto e dizer:
-Sim sim, é você mesmo irmãozão!
E antes que algo mais possa ser dito, um jovem garoto de cerca de 16 anos, um pouco alto para sua idade, com 1,75 de altura, cabelo curto, com seu cabelo castanho arrepiado, com uma calça verde e uma camiseta branca suja com ferrugem, botões de cima abertos para refrescar a região do tórax.
-Chris, quem é esse home…
Pasmou o garoto.
-Ton, me diga, me diga que é o meu irmãozão! Me diga que é Gilbert! Eu sei que é ele!
Antes que Ton pudesse responder à garotinha, Punidor fala.
-Eu não sei quem é Gilbert, eu não sei nem ao menos quem sou…
-Ele não é o Gilbert. Gilbert esta morto Chris, ele morreu em cumprimento de seu dever, ele morreu lutando, assim como Dantor e todos os nobres guerreiros que um dia nos defenderam. Ele é apenas um impostor!
Sentindo-se tonto, com dores por todo o corpo, por mais que o tempo esteja brando, suava continuamente, seus músculos tremiam, e após ver uma figura de um provável sacerdote entrando na cidade, Punidor não resiste e desmaia.
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Era uma tarde quente de verão, o sol vazia parecer q as rochas do mar estavam liquidas, os barulhos das cigarras nos campos próximos ao mar era irritante, mas nem a maresia era capas de acabar com o entusiasmo dos muitos colegas e amigos da mesma escola de jovens da nobreza que acabaram de sair de suas aulas e foram de divertir e se refrescar próximo ao mar.
La do alto de um desfiladeiro rochoso próximo ao mar, estava sentado um garoto, 12 anos, tímido e desentrosado, sozinho como quem aproveitava o vento e as ondas do mar.
O garoto era loiro, olhos verdes, estava sem camisa expondo sua pele branca quase pálida ao sol, com uma expressão de rancor em sua face ao olhar para todo o resto dos jovens, estava aproveitando o vento que bagunçava seu cabelo outrora arrumado e penteado, estava com a barra da calça dobrada e descalço como quem parecia aproveitar o vento que o refrescava, sem notar uma garota da mesma escola que a sua se aproximar.
-Ola, por que esta sozinho aqui? Por que não esta junto dos outros aproveitando o mar e fazendo brincadeiras com as garotas como os outros garotos?
Disse a jovem subitamente, pegando o jovem garoto de surpresa.
Ao virar-se, viu uma linda garota de mesma idade que a sua, cabelos negros longos e grossos como as cordas de um alaúde, uma pele branca pálida típica dos jovens nobres da região, um lindo sorriso sincero e simpático capaz de quebrar o mais frio coração existente, olhos negros e alegres, usava o vestido preto com branco básico do uniforme, descalça, segurava o vestido de forma a evitar que ele toque o chão.
Mas nem mesmo essa visão fora capaz de mudar o semblante do jovem garoto.
-Estou aqui por que me sinto melhor sozinho, e se não for incomodo, gostaria que me deixasse aqui sozinho.
-Também não me dou bem com eles, gostaria de ficar aqui, juro que fico quietinha!
Disse a garota sem desmanchar o lindo sorriso
-Tudo bem, mas não me incomode, não tenho a intenção de ser seu amigo, não preciso de você nem de nenhum deles, fui claro?
-Tudo bem, você nem perceberá minha presença.
E ali passaram a tarde, nem uma palavra fora dita, os dois permaneceram ali, silenciosos, embora esse silencio não incomodava nenhum dos dois, até que a garota diz.
-Olhe ali para baixo!
-O que teria ali para eu ver? Estou bem observando as gaivotas a caçar.
-Aquele outro garoto, se parece muito com você!
-Sim, ele é meu irmão gêmeo, mas isso não é da sua conta!
E o silencio volta a fazer-lhes companhia. O sol estava quase a se por, e todos os jovens estavam a se retirar quando a jovem garota se levanta.
-Foi ótimo dividir minha solidão com você, pode me chamar de Lilih.
-A mim não fora prazer algum, continuo achando que sozinho estou melhor, passar bem Lilih.
E antes que Lilih se retirasse, o garoto se levanta e sai, sem sequer dar uma olhada para trás, sem sequer admirar o brilho dos cabelos de Lilih à luz laranja do sol poente diante do mar.
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Já era noite, em uma cabana nos arredores de Gunigard. Teto de palha, fogão à lenha, cama de palha, chão de terra batida, um caldeirão fervia, somente uma vela e o fogo que esquentava o caldeirão iluminavam a cabana.
Se sentindo bem melhor que outrora, Punidor acorda e senta-se na beira da cama, vestindo apenas suas roupas, sem sua armadura, quando ouve uma voz forte e imponente mas com um tom peculiar, familiar.
-Já se levantou… bela adormecida HAHAHA! Já perdi as contas de quantas vezes te vi dormindo, ou você é muito fraco, ou muito preguiçoso, ou uma donzela que necessita de sono de beleza HAHAHA!
Era Drew, trazendo consigo alguma lenha.
-Não tenho tempo para suas brincadeiras. Onde estão Chris e Ton?
-Esse então é o nome da garotinha? Chris… ela me é um tanto familiar, parece a versão mais velha de minha irmã mais nova! Uma gracinha não é? Imagino como ela sangra HAHAHA!
-Se encostar os dedos nela será você quem ira sengrar!
-Ei ei ei, calma ai senhor protetor dos indefesos, você é capaz de atacar quem salvou sua vida em nome de alguém que você acabou de conhecer? Muito nobre HAHAHA!
Diz Drew se retirando da cabana.
Quando Punidor vai atrás, é interceptado por alguém encapuzado alto.
-Onde esta indo guerreiro?
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