Lentamente os olhos de Punidor abrem, e com a visão ainda embaçada, ele percebe as luzes de mais um raiar do sol na janela de seu quarto clareando as paredes frias e cinzas de pedra, o vermelho do carpete reluzente fazia arder seus olhos, e sua cama de madeira ainda parecia muito confortável e acolhedora. E ali estava Zangor, sentado em um sofá luxuoso de estofado vermelho com os pés de madeira com detalhes em dourado e almofadas douradas.
-Desculpe se lhe acordei Gilbert.
Diz o cabisbaixo escudeiro já trajando sua armadura e sempre empunhando seu escudo azul espelhado com o símbolo de uma cabeça de bode com chifres espiralados.
-Eu acordei com o sol, não se preocupe. Mas quanto a você? Esta a muito tempo me esperando?
-Não. Eu acordei com a luz do sol.
-Estou pronto para partir senhor Gilbert.
-Estarei pronto em alguns instantes, e, por favor, não me chame de senhor.
-Já está tudo preparado senh... Gilbert. Te esperarei na porta do quarto.
Passados alguns minutos, Punidor sai de seu quarto e é guiado por Zangor até o salão principal do castelo onde Iliam os esperava trajando sua característica armadura dourada, símbolo de realeza.
-Todos os preparativos de sua viagem estão prontos Gilbert, você e Zangor podem seguir tranqüilamente. Os cavalos só servirão até o vilarejo de Silmarath. Designei Eddie RedSilver para acompanhar-lhes, pois Gilbert está com sua memória afetada, e Zangor é um estrangeiro que reside esse país à pouco tempo.
Punidor, após ouvir o nome de Eddie, lembra-se de que ele estava junto a Chris e Ton antes de vir ao castelo real de Iliam. Então Punidor se apressa para ir de encontro à casa de Ton.
-Façam boa viagem caveleiros, a propósito, esse é seu escudo Gilbert, seu escudo herdado de Dantor, só é capaz de dar a maestria que ele exige. Boa viagem!
O escudo era azulado como a lâmina da espada q Punidor empunhava, possuía o símbolo real de Gunigard, em formato hexagonal, longo, capaz de ser rotacionado dando proteção transversal. O símbolo de Gunigard está esculpido no centro do escudo onde é revestido de granito esbranquiçado. Um exímio equipamento de defesa.
Meio sem jeito, Punidor empunha o escudo sentindo o peso de seu novo equipamento, monta em seu cavalo e segue diante. Quando chega aos grandes portões destruídos da cidade de Gunigard, Punidor observa que duas jovens pessoas bloqueiam a estrada. Eram Chris e Ton.
-Vamos com você Punidor.
Diz Ton, segurando seu machado de o cabo refeito em uma das mãos apoiando o corpo do machado em seu ombro, vestindo sua camisa aberta mostrando as faixas que agora circundavam seu tronco compondo seu curativo.
-Vocês não irão a lugar algum. Chris ainda esta machucada devido à explosão da igreja, e Ton... olhe pra você, mal sabe usar essa arma que empunha mostrando tanto orgulho. Vocês ficarão.
Diz Zangor, franzindo sua testa e se impondo diante dos garotos.
-Eu cuidarei deles Zangor, eles não podem ficar por conta própria. Como estou designado a guiar vocês, só o farei se esses garotos forem comigo! Admira-me você dizer isso Zagor. Esqueceu o propósito de seu escudo? Pretende usá-lo apenas em pro de sua vingança?
Zangor entende e aceita as palavras do sábio Eddie e, desta forma, permite que os garotos os acompanhem.
Indiferente a essa discussão que se seguia, Punidor pede para que Eddie indique e guie o grupo pelo caminho longo até a vila de Silmarath. E logo o sábio guerreiro (como era conhecido) RedSilver já toma a estrada rumo ao leste assumindo seu fardo de guia. Seguiram Eddie e Chris em um dos cavalos, Zangor e Ton em outro, e Punidor sozinho em sua montaria com Ícaro os seguindo.
Ainda com a morte da jovem camareira e com a explosão repassando em sua cabeça momento após momento, Punidor distrai-se enquanto todos montam o acampamento da primeira noite de viagem e nem percebe a jovem Chris é recebe um golpe acidental de Ton, que estava ali aprimorando suas habilidades com machado, e cai . Ao olhar para ela, instintivamente Punidor fala.
-Não olha por onde anda garota?
Chris então se ajoelha, deixa seus longos cabelos loiros caírem em seu rosto e mantém uma expressão fria quando Ton lhe estica o braço e, olhando para Punidor com ama expressão de nojo diz.
-Ela é cega! E mesmo assim o único que não olha à própria volta é você. Gilbert!
Percebendo a ironia de ser chamado de Gilbert por Ton, Punidor levanta-se, e adentra a floresta à beira da estrada, fixa sua tocha não muito longe do acampamento, senta-se na beira de uma árvore e se põe a pensar.
-Por que veio pra cá irmãozão?
Diz Chris surpreendendo Punidor que fica sem entender como a jovem chegou até ele, e antes que Punidor diga qualquer coisa, Chris coloca as mãos em seu rosto e fala:
-Eu te perdôo irmãozão, sei que você não se lembra de mim, você esta machucado ainda, tudo bem se você ainda não se lembra de mim. Eu segui você sentindo o chão mais macio por onde você passou e logo mais o leve calor que a tocha me fez sentir me deu certeza que havia alguém próximo. Então eu sabia que você estava perto. Mas eu pensei que você estava sozinho. Quem esta com você irmãozão?
Punidor se levanta, empunha sua espada, olha para os lados, mas tudo o que enxerga é escuridão, masao olhar para cima, vê Drew, deitado em um dos galhos de uma grande arvore, disfarçando a risada. Então Punidor se despreocupa e volta para o acampamento, pois precisa descansar para prosseguir a viagem.
Após três dias caminhando em um ritmo calmo pela estrada que se alterna entre campos abertos e vastos, e profundas e densas florestas, os viajantes chegam a Silmarath. Porém, a vila que deveria ser um centro comercial, de venda e troca de mercadorias, nada mais era do que um monte de cinzas e corpos queimados e ensangüentados.
Zangor desce de seu cavalo, sem perceber ainda o ambiente à sua volta, amarra o cavalo de todos e vira-se dizendo:
-Prontinho, já podemos procurar algum lugar para deixarmos os cava...
Nesse momento Zangor se da conta da destruição que fora ocasionada. E então ele caminha lentamente em direção ao centro da vila, onde antes era uma praça florida e arborizada, tudo o que sobrou foram cinzas, terra queimada e corpos, uma pilha de corpos, como se uma execução tivera acontecido ali. Zangor então fica estagnado, a face de seu escudo fica virada para o chão refletindo a luz do sol claro e intenso das ultimas horas da manha. O cheiro do sangue ainda úmido na terra causa uma atmosfera densa, trazendo a presença de moscas vindas dos arredores do vilarejo. Zangor ficou estagnado, de tal forma que sua espada de lâminas prateadas toca sua ponta no chão.
Enquanto isso, Punidor e os demais já estavam um pouco à frente, e sem perceber o atraso de Zangor, o grupo atravessa a pequena ponte de madeira que atravessa o rio que passa na extremidade leste da vila, então Eddie fala:
-É evidente que estamos atrasados. Acho que não preciso lembrar-lhes de que estamos lidando com mercenários que matam por prazer. Teremos de ganhar tempo, desceremos pelo desfiladeiro até alcançarmos o fim da serra e finalmente chegar nas praias próximas à cidade porto de Mansúria. Será um caminho difícil e estreito, mas se tudo estiver calmo, poderemos ainda aproveitar a vista para o mar.
Logo à frente o caminho se bifurcou, e o grupo seguiu Eddie pela direita. Poucos metros à frente e eles já estavam caminhando em uma estrada estreita, que mal passavam 4 pessoas lado a lado. Ao lado direito podia-se ver uma queda íngreme, com algumas arvores na encosta da cerra, até que termina em uma floresta metros abaixo.
Zangor alcança os outros após alguns minutos, mas calado, deixando seus longos cabelos negros caírem sobre seu rosto branco. Cabisbaixo, a sombra se seus cabelos tampavam seu olhar, era nítido, algo estava errado. E logo mais à frente, já no final da tarde, quando todos podiam ver os raios de sol, vindos do por do sol na serra, atingirem as águas da primeira praia que surge, Chris para de caminhar e diz:
-Algo esta errado, pude ouvir um breve ruído.
Então pouco à frente, em umas arvores que se encontram imediatamente à direita da estrada começam a incendiar-se. Então, quando todos ainda pensavam no que poderia ter ocasionado o incêndio, surge Kazlu vindo da direção onde as arvores estavam em chamas.
-Não à saída para vocês! GILBERT! Já que aquele sacerdote incompetente não pode colocar um fim em sua existência patética, eu o farei.
Mas antes que Punidor pudesse tomar iniciativa do combate, Zangor solta um grito avassalador, e com toda sua fúria, ele ergue a cabeça, seu olhar calmo e sereno se transforma em um olhar odioso e de fúria e empunhando seu escudo e sua espada, ele investe contra Kazlu, usando apenas de sua força, sem se preocupar com defesa ou ataque, parecendo estar descontrolado.
Os golpes de Zangor eram desordenados, mas poderosos dentre espadadas e escudadas, consecutivas e desordenadas. Kazlu estava sendo encurralado, cada novo golpe de Zangor levava Kazlu a dar um passo para traz. Vendo que a batalha poderia se encerrar com a vitória de Zangor, Ton resolve investir contra Kazlu tentando ajudar o companheiro, porem, antes de chegar próximo a Kazlu, Ton é surpreendido por uma escudada desferida por Zangor, que lhe acerta a cabeça, jogando Ton contra a parede montanhosa oposta ao desfiladeiro, e, desta forma, Ton cai, um pouco grogue, ma se levantando vagarosamente.
Com a pequena desatenção gerada por Ton, Kazlu foi capaz de golpear por duas vezes Zangor com seus poderosos punhos, um golpe na altura do abdome, e outro no rosto, fazendo Zangor cair. Então Kazlu, se dirigindo contra Punidor diz:
-Maldito seja esse seu amigo. Agora somos eu e vo...
Antes de terminar sua fala, Kazlu recebera um forte golpe em suas costas, parecendo ter sido atingido por uma investida de um bode.
Ton estava a se levantar, Punidor estava a observar a luta analisando todos os movimentos da batalha, Eddie estava a proteger Chris que estava sentada segurando Ícaro em seu colo quando a pequena jovem vira-se em direção à praia no momento em que um forte estrondo pode ser ouvido juntamente com um clarão visto ao longe, como uma pequena faísca incendiando uma folha de papel.
Então um zunido apavorante foi ouvido, e um forte impacto foi sentido, fazendo tremer aquela parte da cerra, deixando pedras e terra caindo sobre a estrada e sobre os ali presentes.
-Esse Capitão Allandarus realmente cumpriu o que disse. Ele pode mesmo acertar um tiro dessa distancia.
Fala Kazlu um pouco impressionado.
Mais disparos puderam ser percebidos, e rapidamente, percebendo que cada tiro era se aproximava mais do alvo, Punidor correu para perto de Ton, que era o único em pé, e pulou no garoto, projetando seu ombro contra a barriga de Ton, no mesmo instante em que um dos tiros acerta a estrada, causando um buraco bem na trajetória da queda de Punidor. Então Punidor cai rolando pelo desfiladeiro, envolvendo Ton para minimizar os ferimentos que ele inevitavelmente sofreria durante a rolagem.
Após muitos metros rolando abaixo em direção à floresta nas encostas da serra, Punidor abre os olhos, deitado de costas ele pode ver que Ton está desacordado, mas aparentemente bem, então se entrega à exaustão, e cerra os olhos, observando o céu levemente claro e estrelado com o inicio da noite que adentrava.
4 comentários:
Putzz... eu sabia q Ton soh tava indo atrapalharrr =x
No mais o capitulo foi otimo e mais uma vez adiado o confronto entre Punidor e Kazlu^^
Que venha o 8º *-*
=/
ton sempre foi um inutil =/
so sabe atrapalha esse porra ae
inutil
=/
mas ta tezaoooooooo
continua dro dro
qro ver o q vai acontecer*-*
desculpem discordar de vcs
mas Ton n atrapalhou dessa vez... podem me xingar se quizerem... mas n foi esse o meu ponto de vista na cena
"desculpem discordar de vcs
mas Ton n atrapalhou dessa vez... podem me xingar se quizerem... mas n foi esse o meu ponto de vista na cena"
TscTsc sempre bomzinhu d+ =P
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