segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Capítulo 8: Um dia frio.

Era uma suave e nublada manha de inverno, temperatura baixa o bastante para tornar as pontas dos dedos dormentes e a ponta do nariz avermelhada. Dali de cima podia ser ouvido com nitidez o assovio do vento quando se choca com a muralha de pedras daquele penhasco, o mar agredia as pedras violentamente, de forma a fazer ouvir sua fúria de muito longe. Mas nada disso fazia aquele jovem garoto de agora 15 anos parar de olhar para o horizonte como quem procura achar as respostas para sua existência, sim, aquele mesmo garoto de cabelos loiros e olhos verdes, mas agora, mais forte, mais ágil, e já parecia ter um ideal, não mais tímido ou com olhar confuso. E naquela atmosfera tênue e solitária, uma jovem garota aparece correndo na direção do garoto, luvas de lã, botas de couro acompanham seu lindo vestido azul com bordados brancos que davam um lindo destaque para seus cabelos pretos e pele clara, o nariz vermelho pelo frio, e um lindo sorriso capaz de aquecer a maior geleira que se possa existir.
-Desculpe a demora. Fizeram-me ensaiar a peça que irei apresentar para comemorar os bons frutos desse ano que esta para terminar.
E após alguns segundos de silêncio, o garoto pergunta:
-Lilih, por que você não é igual aos outros? 3 anos atrás você apareceu, sentou, eu te evitei, pedi pra ir embora mas você continuou aqui, quieta como disse que iria ficar, e dividimos toda uma tarde ensolarada. Por que você ainda aparece aqui? Por que você se importa?
E dessa vez foi a garota que fez silêncio, e após alguns um minuto aproximadamente, ela abraça o garoto que esta sentado na beira do penhasco e com um lindo sorriso e seus olhos negros e reluzentes ela diz:
-Seu nariz esta vermelho! HIHIHI
E pela primeira vez, o garoto da o lugar de sua seriedade para a timidez e fica sem graça. Porém, logo depois ele diz:
-Estou cansado de tudo e todos, de seus mundos hipócritas e tradições convenientes. Tenho vontade de acabar com todo esse veneno que me circunda, utilizando dessa raiva que foi criada em mim através dos anos. Mas você... Não consigo sentir raiva de você, não consigo entender o porquê você é diferente.
Nesse momento o garoto retira um frasco de tinta de seu bolso, e deixa uma gota cair sobre o chão coberto de neve e diz enquanto aponta para o pingado de tinta no chão de neve.
-Pode ver? O pingo de tinta sou eu.
Então Lilih tira o frasco tinta de sua mão e faz outro pingo ao lado e diz:
-E esse sou eu.
E enquanto os jovens conversavam, concentrados, não puderam perceber que um homem se aproximava. E este mesmo homem interrompe a conversa e diz:
-Bem que essas gotas poderiam ser de sangue. Talvez o significado fosse mais intenso não acham?

Um homem grande e forte se apresenta. Cabelos acinzentados curtos, pele branca escurecida por causa do sol que provavelmente o castigou ao longo dos anos, seu semblante estava calmo, e um leve sorriso se esboçava no rosto do homem que, apesar da aparência, era mais novo do que parecia. Usava uma armadura negra com detalhes dourados, em sua capa dourada, podia-se ver uma flor de pétalas negras e miolo roxo. Percebia-se uma bainha negra que escondia uma espada longa de punho negro metálico.
-Sou Sodoreon. E você é...
Antes que o homem pudesse terminar sua frase, o garoto o interrompe:
-Não é da sua conta! Você não deveria estar aqui.
-Você é muito agressivo moleque, eu gosto disso, gosto desse ódio em seu olhar, me faz querer fazer de você meu discípulo, você certamente tem potencial. Eu sei quem você é garoto, e sei o porquê de seu ódio. Junte-se a mim, e talvez de seu sangue nasça uma flor como quando seu sangue for derramado.
-Meu sangue não será derramado em um campo de batalha!
-Você tem fibra garoto, e tem tudo o que eu quero em um aprendiz. Sei que seu aniversario esta próximo, fará 16 anos, e assim, estará livre para decidir seu próprio destino. Então nos veremos, em exatas duas semanas, no dia de seu aniversario, para você decidir se usa essa raiva a seu favor e conquista o mundo ao meu lado ou se vive uma vida miserável a qual sabe que esta condenado. A escolha é sua!
Então o homem vira as costas e caminha até sumir no horizonte.
Só então o garoto percebe que Lilih estava pasma e assustada com as palavras de Sodoreon.
-Vo... cê não vai... ouvir o que esse homem disse não é?
-Como ele disse, não quero ser condenado a uma vida miserável junto daqueles que todos os dias desejo ver a cabeça rolar. Quero ser aquele que pune, aquele que dita as regras e condena. Aquele o qual os miseráveis temam ao ouvir o nome, aquele que causa a destruição. Aquele que trará um novo começo, para que pessoas como eu e você tenham um novo final.
-Mas... Mas...
-Vamos embora. Já vai anoitecer Lilih, eu te deixo em sua casa.
E então Lilih desfaz o semblante de preocupada e novamente coloca o sorriso rotineiro em seu rosto, mesmo sentindo que algo ruim pode acontecer.
-Sabe de uma coisa Lilih? Eu me pergunto se você sorri para todos ou somente quando esta comigo.
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Punidor sente alguns tapas em seu rosto e então acorda.
-Ei... ei... Acorde.
Diz o rapaz que acorda Punidor. Trajando um sobretudo preto sem manga, cabelos vermelhos e curtos semelhantes à fogueira da lareira da cabana, barba vermelha por fazer, olhos castanhos, calças pretas, e com uma tatuagem no peito que Punidor não pode identificar por não vê-la completamente.
-Você levou uma queda feia com aquele garoto. Pergunto-me o que estavam fazendo para cair dessa serra, mas com certeza deve ter haver com os fortes estrondos de ontem. Sorte a sua eu ter encontrado vocês dois próximos à estrada da floresta que vai para o mar.
E antes que Punidor pudesse perguntar onde estava Ton, o jovem homem fala.
-Muito prazer, me chamo Max Zagine.

3 comentários:

XIII disse...

Otemo otemo otemo \o\ vlww Dro dro muito bom msm brother *.*

Flávia disse...

Delicioso de ler.

Drew disse...

Acreditem... mais delicioso do q é ler pra vcs, é pra mim escrever... adoro o jeito com que ficam pensando em como vai continuar, ou oq vai acontecer daki pra frente... preparen-se pq a emoção vai ficar ainda mais à flor da pele... logo começam as mortes e a choradeira ç.ç