sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Capitulo 10: O triunfo de Ton

Naquela tarde quente e ensolarada, duas figuras faziam ranger as lâminas de suas armas. Ton era agressivo e incisivo, golpes poderosos que abriam a guarda de Max, porém, seus ataques lentos e desfocados não podiam tomar vantagem sobre a guarda aberta de seu oponente. E foi assim que inicio-se a grande batalha de Ton pelo mapa de Max.
-Você luta bem para um moleque. Mas ainda é muito lento para mim!
Disse Max com o intuito de elevar a raiva de Ton ao máximo e observar o quão forte poderia ser seu oponente.
-ORA CALE-SE!
Retruca Ton agora empunhando seu machado com as duas mãos fixadas na extremidade do cabo da arma.
Aproveitando-se que seu adversário estava perdendo terreno, Ton projeta seu machado o mais longe que pode, em um golpe poderoso visando, no mínimo, ganhar terreno. No entanto, Max era hábil o suficiente para escapar pela lateral e já tentar um contragolpe frontal certeiro na altura do quadril de Ton.
-Venci.
Pensou Max sem perceber que Ton girava-se, e ao mesmo tempo em que o golpe de Max apenas cortava parte das faixas do abdome de Ton, o garoto projetava um contra-ataque certeiro e fulminante na altura do pescoço de Max. Um ranger de lâminas ecoou pela praia, e mais uma vez Ton aplica um golpe giratório segurando seu machado com as duas mãos pela extremidade do cabo do machado. Max se abaixa enquanto a lâmina do pesado machado passa fazendo-o ouvir de perto o barulho característico o metal cortando o vento. Neste momento Max empurra Ton para trás que, meio desequilibrado, escorrega na parte molhada da pedra e cai sentado na pedra, meio tonto devido seus giros consecutivos.
-UFA! Essa foi quase moleque. Você quase me surpreendeu. Mas não perderei para um fedelho.
Disse Max enquanto recuperava o fôlego.
-Eu estava certo que arrancaria seu pescoço. A vitória era certa. Não entendo como ele escapou.
Pensa Ton enquanto se levanta e diz:
-Você ainda não viu nada.
Ambos agora se posicionam no centro da grande pedra, apontam suas armas um em direção ao outro fazendo suas armas ficarem paralelas para que possam dar novo inicio ao combate.
Perto dali, Punidor observava a luta na sombra de um coqueiro, via cada movimento, estudava as possibilidades, analisava quem tinha a vantagem momentânea, e fazia projeções de quem seria o provável vencedor. E é nessa máxima concentração que Punidor ouve uma Voz o encomodando:
-Psiu.
Ele vira-se, procura quem possa ser e ouve de novo.
-Ei Psiu. Aqui atrás.
Então Punidor identifica a voz irritante que o incomodava.
-Me deixe observar a luta.
-Rude e ranzinza como sempre não é? Senhor protetor dos necessitados. A propósito, covardia sua deixar aquele pobre garotinho enfrentar aquele guerreiro dracônico poderozissimo não acha?
Fala Drew com ar sarcástico e totalmente provocativo.
Mas Punidor estava atento e nem se deixou levar pelas palavras ofensivas de Drew. Porém Drew voltou a chamar sua atenção, mas dessa vez com um tom de voz séria.
-Você observou o mar? Algo parece ter acontecido La.
Rapidamente, Punidor vira-se e observa as ondas trazendo pedaços torneados de madeira, e alguns barris para a praia. Corre para ver o que poderia ter acontecido e logo percebe que os barris são de suprimentos e alguns dos pedaços de madeira possuem marcas que poderiam ser de um brasão que provavelmente simbolizasse a origem da embarcação destruída.
-Esse Capitão Allandarus é realmente terrível. Me estranha escapar alguns suprimentos. Aconselho a vocês saírem o quanto antes por que vocês não tem chance alguma contra uma artilharia pesada e muito menos podem lutar contra mais de cem tripulantes no estado em que se encontram.
A luta prossegue enquanto Punidor arrasta um dos barris para mais próximo dos lutadores.
-Vai acabar no próximo ataque.
Diz Ton com seu machado apoiado sobre seus ombros.
-Como você é abusado heim moleque? Não percebe que esta muitos níveis abaixo de mim?
-Quero ver se você ainda poderá falar quando eu arrancar sua língua.
E dizendo essas palavras Ton mais uma vez empunha seu machado com ambas as mãos, segura o cabo pela ponta para aumentar a área de alcance do machado, pega impulso e projeta um golpe muito poderoso.
-Eu não caio no mesmo truque duas vezes. Você deveria saber disso quando enfrenta um adversário mais forte.
Diz Max enquanto esquiva-se para trás, e não para o lado como fizera outrora. Dessa forma, Max pode desenvolver um golpe lateral preciso. Porém Ton não girou seu corpo dessa vez, ele fez com que seu machado batesse no chão, e o utilizou de alavanca para projetar seu corpo para frente, fazendo um golpe de plasticidade ímpar, com suas mãos no ápice da alavanca, e seus pés indo em direção ao peito de Max enquanto a espadada lateral de Max cravava na madeira rígida e forte do cabo do machado de Ton.
Dessa vez Max colocou sua mão atrás das costas. Mas o chute veio certeiro e o jogou para fora da pedra. Caiu com as costas na areia macia, e pouco se machucou.
-Cof Cof. ARGH. Minhas costas... não sinto minhas costas... Cof Cof.
Diz Max reclamando da situação e se fazendo de vítima enquanto Ton se vangloriava e pulava de alegria encima da pedra.
-Cumpra o acordo agora que venci. Me entregue o mapa.
Diz Ton após sua comemoração exagerada.
-Repensei os termos. Vocês são fortes. Vou seguir caminho com vocês.
-Eu não quero você por perto. Me entregue logo esse mapa e suma da...
Nesse momento Punidor já havia chegado com um dos barris e interrompe Ton:
-Temos de ir agora. Estamos à mercê de nosso inimigo.

Um comentário:

Unknown disse...

Dro dro ti dolu minha biba =**