quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Capitulo 11: Honra.

Rapidamente Max, Punidor e Ton pegam o quanto podem de frutas contidas no barril e colocam nos pertences de Max para poderem seguir viagem com algum suprimento a mais.
-Estarão aqui em questão de poucos minutos. Já consigo ver uma flor negra na bandeira.
Diz Max enquanto apanhava as maçãs e as colocava em sua mochila.
-Segundo o mapa, podemos seguir pela trilha dentro da caverna e voltar para a estrada da montanha, próximo à grande ponte da costa que atravessa o grande rio.
Diz Ton já tomando a dianteira do grupo.
Então o grupo volta pela praia até entrarem novamente na caverna, dessa vez adentrando seu interior e seguindo por alguns túneis naturais. Em alguns lugares é possível ver aberturas no teto da caverna, que permite ver a luz do sol e a copa das árvores logo acima e quantos mais caminhavam, maior ficava um barulho característico de queda d’água. O grupo caminha até chegar a um grande lago subterrâneo em um grande salão redondo, parecendo uma grande praia de pedra. O lago não é muito profundo, possui água cristalina que vem de uma pequena cachoeira subterrânea. No centro do lago havia uma pequenina ilha de pedra emergindo da água, parecendo um maravilhoso pedestal natural. Após o lago, podia-se ver a água escorrendo para uma fresta entre as paredes de pedra cobertas por musgo, onde a água seguia seu curso direto.
-Dizem que esse altar foi o túmulo de um grande herói dessas terras, e para homenagear esse grande herói, os sábios espíritos de heróis passados construíram esse lugar.
Conta Max para demonstrar seu conhecimento sobre as histórias do lugar. Então Ton interrompe:
-Você não sabe de nada mesmo não é? Esse lugar é conhecido como o túmulo de Dantor conhecido como “A torre de Gunigard” devido suas grandes habilidades de combate com seu impenetrável escudo protetor.
Podia-se ver os brilhos nos olhos de Ton ao contar sobre Dantor.
-Vamos passar a noite aqui, logo anoitecerá.
Diz Punidor com sua característica frieza e rosto sem expressão.
Enquanto a noite cai, todos notavam a lua cheia refletindo nas águas cristalinas do grande lago. Luz essa que refletia das águas para as paredes do grande salão, deixando-o levemente prateado, capaz de causar a vasta impressão de nobreza que aquele lugar emanava. Eis que então uma voz rompe o silêncio.
-Punidor.Por que se intitula Punidor Sagrado? Qual seu verdadeiro nome? Já que vamos viajar juntos acho que é melhor nos conhecermos um pouco melhor não acha?
Pergunta Max, aproveitando-se do sono de Ton, buscando saciar sua curiosidade sobre seu novo companheiro.
-Não lembro meu nome embora me chamem de Gilbert, não me lembro de onde vim ou o que me aconteceu desde uma semana atrás, e me intitulo Punidor Sagrado por que é o que decidi fazer.
-Certo. Mas há algo sobre você que ainda me intriguei durante nossa luta. Resolvi propor o desafio para avaliar suas habilidades. Por que não me derrotou? Eu percebi o seu movimento do escudo e vi que a luta já não havia mais tempo de escapar, pois já estava cego pelo reflexo do escudo direto em meus olhos.
-Há coisas mais importantes do que simplesmente vencer uma luta. Honra e confiança são algumas delas. Acredito que pelo mesmo motivo não derrotou o garoto quando pôde sacar sua espada curta escondida na parte das costas debaixo de seu sobretudo, facilmente poderia bloquear o chute e contra-atacar, como fez com o golpe aplicado diretamente em seu pescoço.
Então Max se resguarda ao silêncio fazendo-se entender cada palavra dita por Punidor, que ao olhar para Ton diz:
-Ele se tornará um grande guerreiro em breve.
Durante a noite, Punidor sente-se incomodado por zunidos e roncos vindos de seu lado. Quando resolve olhar, percebe Drew deitado ao seu lado.
-Saia daqui ou fique quieto!
Diz Punidor sussurrando para evitar acordar os outros.
-PRONTO! Você interrompeu meu sono. Agora só me resta dar um mergulho!
Então Drew pula na água e começa a nadar como se quem se diverte em uma tarde quente de verão.
-Eu não conhecia esse seu lado sábio e intelectual nobre cavaleiro. Me fez orgulhar-me de você.
Punidor responde com um silêncio incômodo para Drew.
-Esse lugar trás recordações de tempos atrás. Incrível como essas águas se mantém refrescantes mesmo depois de alguns anos.
-O que você quer agora?
-Ora ora meu caro amigo. Quero alertá-lo sobre Max. Aquele dragão... Estou certo do que possa ser. Tenho treze motivos para dizer que ele vive em vergonha perante seus semelhantes. Mas não vamos entrar em detalhes. A conversa esta boa mas vou dormir e recuperar o sono que você tirou de mim. Boa noite.
E Drew deita-se e mesmo molhado começa a roncar.
-Mesmo dormindo ele continua sendo incômodo.
Pensa Punidor enquanto se ajeita para continuar sua noite de sono.
O dia raia, e com ele intensos raios de sol refletem na água, tornando as paredes outrora prateadas, douradas e brilhosas. Então o grupo levanta-se e segue caminho. Atravessam o grande lago e chegam a uma mata levemente fechada. Começam então a subir a encosta da serra, através de uma pequena trilha elevada e chegam à estrada que leva até Mansúria.
-Estão ouvindo? Parece o som de outra cachoeira.
Diz Ton espontaneamente.
-Ora cale-se moleque atrevido. Deve ter entrado água em seus ouvidos.
E Max provoca Ton com um sorriso sarcástico em seu rosto.
Ton mais uma vez empunha seu machado e o aponta para Max.
-Quer sentir novamente a fúria de meu machado? Dessa vez não terá sorte se sobreviver.
-Ora, cale-se antes que o faça descer toda essa ladeira rolando pela encosta da serra.
Enquanto Ton e Max discutiam, Punidor pode ouvir a voz de alguém dizendo:
-Irmãozão, irmãozão, eu sei que é você.
Diz Chris se aproximando rapidamente seguida por Zangor.
-Quem são essas pessoas?
Pergunta Max sem saber o que está acontecendo.
-Senhor Gilbert, temo não termos tempo para confraternização agora. Logo à frente, na grande ponte, o senhor RedSilver está tendo problemas com inimigos e pediu para nos apressarmos em encontrar vocês.
Responde Zangor apressando todos os presentes.
O grupo se apressa e em pouco tempo se aproximam de uma imensa ponte de pedra que atravessa um rio igualmente grande. Uma enorme cachoeira fica na face esquerda da ponte enquanto o mar se encarrega de ocupar a face direita. A ponte possui o norte e o sul como extremidades, deixando o leste para o mar e o oeste para a cachoeira. O barulho da cachoeira pode ser ouvido de muito longe. A ponte possui detalhes esculpidos durante toda sua extensão e em suas duas extremidades podem ser observadas estatuas de guerreiros lendários. E nesse cenário centenário pode-se observar duas pessoas se encarando.
-La está ele senhor Gilbert.
Diz Zangor apontando o dedo para o meio da ponte.
Ao se aproximarem sentiam nitidamente a sensação de apreensão no ar. O vento forte da altitude fazia assoviar em atrito com a ponte, as roupas balançavam nos corpos de forma a parecer que tinham vontade própria. O som da cachoeira dessa vez trazia tensão invés de calma e tranqüilidade. E assim todos puderam ouvir quando Eddie diz:
-Quanto tempo... Samuel.
E então o outro homem presente na ponte retira o capuz de sua cabeça e responde:
-Sim... Quanto tempo PAI!

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